Raíssa diz não trabalhar para tirar direitos e que projeto de Eliza contra trans não vai entrar em vigor

A vereadora Raíssa Lacerda rebateu a vereadora Eliza Virgínia, a qual disse que a colega tem ignorância plena sobre seu projeto de lei que quer proibir mulheres trans na prática esportiva feminina. A declaração de Eliza foi dada nesse sábado (21) em entrevista ao ParlamentoPB, em resposta à entrevista de Raíssa também ao portal.

“Como ignorância de um projeto? Um projeto que se resume a três artigos: um deles é para suprimir direitos de pessoas, o segundo artigo é uma multa e o terceiro é sobre quando a lei vai entrar em vigor, que não vai entrar em vigor”, rebateu Raíssa em entrevista ao ParlamentoPB, neste domingo (22).

Raíssa acrescentou que não trabalha para tirar direitos das pessoas. “Eu, diferentemente de Eliza, trabalho com pessoas, trabalho para melhorar a vida das pessoas, não para tirar direito das pessoas. Me causou estranheza a vereadora dizer que eu tinha ignorância do projeto.”

A parlamentar disse também que Eliza começou a reconhecer que é o Comitê Olímpico Internacional (COI) que verifica as questões hormonais de cada atleta. “Acho que ficou muito bem claro, ela está começando a reconhecer, a cair a ficha, que é o COI (Comitê Olímpico Internacional) que verifica quem pode ou não pode participar (das competições), qual a taxa hormonal que a pessoa pode ter para participar, e é isso.”

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Ontem, ao ParlamentoPB, a vereadora Raíssa Lacerda adiantou o parecer que dará sobre o projeto de lei da vereadora Eliza Virgínia, que dispõe sobre proibir que mulheres trans disputem ­­no esporte feminino, na Comissão de Políticas Públicas da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), na segunda-feira (23). Raíssa disse que o projeto de Eliza é preconceituoso e desrespeita a Constituição. A parlamentar argumentou também que o papel do vereador é legislar em prol da população e não de suprimir o direito das pessoas.

O ParlamentoPB procurou a vereadora Eliza Virgínia, a qual disse que a vereadora Raíssa Lacerda quer tirar o direito das mulheres (cis, que são as que se reconhecem com o sexo biológico com o qual nasceram) de jogar e que a colega quer deixá-las nas arquibancadas. Eliza pontuou que Raíssa tem ignorância plena sobre o projeto de lei e que a colega está equivocada. A autora da propositura argumentou que não é preconceito, “é pós-conceito.” Eliza apontou a questão biológica de que o homem tem mais força que a mulher e que, fracassados no esporte masculino, eles querem vantagem nas disputas femininas.

Ela reconheceu que o COI já recomenda a aceitação de mulheres trans no esporte feminino, mas disse que isso não chega a ser uma Resolução e que foi uma recomendação feita por uma médica trans.

 

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