Aspol-PB diz que advogados tentaram invadir área restrita na Central de Polícia durante briga

A Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (Aspol-PB) emitiu nota em que repudiou o que chama de “tentativas de criminalização e desvirtuamento dos fatos ocorridos no interior do setor de flagrantes da Central de Polícia Civil de João Pessoa na tarde e noite do dia 25 de setembro”. A nota se refere à confusão entre advogados e delegados, ocorrida na sexta-feira, após detenção de advogados.

Houve troca de empurrões e gritaria. Os advogados criminalistas registraram queixa na Superintendência de Polícia Civil logo após a briga generalizada. A Polícia Civil autuou três advogados por difamação, desacato, desobediência, injúria e lesão corporal. A OAB-PB, o presidente da instituição, Paulo Maia, e a Polícia Civil da Paraíba se manifestaram sobre o assunto.

Segundo a nota da Aspol-PB “em verdade e segundo consta no inquérito policial, os advogados tentaram adentrar à força em ‘área restrita’ ao trabalho dos policiais civis, em nítida intenção de afrontar o delegado e os investigadores criminais da equipe plantonista.”

Ainda em nota, a Aspol-PB declarou que “renova o respeito a todos os profissionais e às instituições legalmente constituídas, em especial a Ordem dos Advogados do Brasil, mas pondera que o policial também possui suas prerrogativas e devem ser igualmente respeitadas.”

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Confira a nota da Aspol-PB na íntegra

A ASSOCIAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS DE CARREIRA DA PARAÍBA – ASPOL/PB vem a público manifestar amplo repúdio às tentativas de criminalização e desvirtuamento dos fatos ocorridos no interior do setor de flagrantes da Central de Polícia Civil de João Pessoa na tarde e noite do dia 25 de setembro do corrente ano, ocasião em que três advogados foram presos em flagrante pelos crimes de desacato, desobediência, lesão corporal, difamação e injúria, tentativas essas promovidas por entidades de classe de advogados, conforme noticiado nesse dia 26 de setembro de 2020 pelos veículos de imprensa.

Em verdade e segundo consta no inquérito policial, os advogados tentaram adentrar à força em ‘área restrita’ ao trabalho dos policiais civis, em nítida intenção de afrontar o delegado e os investigadores criminais da equipe plantonista. Os advogados chegaram ao ponto de filmar por meio de smartphones alguns policiais que estavam no recinto exercendo suas funções, atribuindo aos profissionais da segurança pública, inclusive, fatos tidos na legislação penal como crime, buscando imprimir narrativa que não condiz com a realidade dos fatos, em clara e irregular exposição da imagem daqueles policiais, culminando por desrespeitar as atribuições dos profissionais da investigação policial.

A ASPOL/PB renova o respeito a todos os profissionais e às instituições legalmente constituídas, em especial a Ordem dos Advogados do Brasil, mas pondera que o policial também possui suas prerrogativas e devem ser igualmente respeitadas, principalmente quando em seu ambiente de trabalho investigativo, cujo acesso é restrito.

Ser policial civil na Paraíba é motivo de orgulho e nenhuma instituição integrante do sistema de Justiça ou de quaisquer dos Poderes da República pode se sobrepor uma a outra.

A ASPOL/PB foi criada com a finalidade de defender interesses profissionais do policial civil de carreira da Paraíba e seguirá vigilante a qualquer tipo de criminalização de quaisquer dos integrantes dessa honrosa instituição, tendo acompanhado o caso _in loco_ por meio de sua diretoria, prestando todo apoio jurídico e moral.

 

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A ASSOCIAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS DE CARREIRA DA PARAÍBA – ASPOL/PB vem a público manifestar amplo repúdio às tentativas de criminalização e desvirtuamento dos fatos ocorridos no interior do setor de flagrantes da Central de Polícia Civil de João Pessoa na tarde e noite do dia 25 de setembro do corrente ano, ocasião em que três advogados foram presos em flagrante pelos crimes de desacato, desobediência, lesão corporal, difamação e injúria, tentativas essas promovidas por entidades de classe de advogados, conforme noticiado nesse dia 26 de setembro de 2020 pelos veículos de imprensa. * Em verdade e segundo consta no inquérito policial, os advogados tentaram adentrar à força em ‘área restrita’ ao trabalho dos policiais civis, em nítida intenção de afrontar o delegado e os investigadores criminais da equipe plantonista. Os advogados chegaram ao ponto de filmar por meio de smartphones alguns policiais que estavam no recinto exercendo suas funções, atribuindo aos profissionais da segurança pública, inclusive, fatos tidos na legislação penal como crime, buscando imprimir narrativa que não condiz com a realidade dos fatos, em clara e irregular exposição da imagem daqueles policiais, culminando por desrespeitar as atribuições dos profissionais da investigação policial. * A ASPOL/PB renova o respeito a todos os profissionais e às instituições legalmente constituídas, em especial a Ordem dos Advogados do Brasil, mas pondera que o policial também possui suas prerrogativas e devem ser igualmente respeitadas, principalmente quando em seu ambiente de trabalho investigativo, cujo acesso é restrito. * Ser policial civil na Paraíba é motivo de orgulho e nenhuma instituição integrante do sistema de Justiça ou de quaisquer dos Poderes da República pode se sobrepor uma a outra. * A ASPOL/PB foi criada com a finalidade de defender interesses profissionais do policial civil de carreira da Paraíba e seguirá vigilante a qualquer tipo de criminalização de quaisquer dos integrantes dessa honrosa instituição, tendo acompanhado o caso _in loco_ por meio de sua diretoria, prestando todo apoio jurídico e moral.

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