Prefeito de Patos diz que pode suspender concurso e quer reduzir valor de contrato com Maranata

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O prefeito de Patos, Bonifácio Rocha (PPS), disse neste sábado (8) que vai avaliar com o Ministério Público da Paraíba (MPPB) se vai suspender o concurso público após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) dizer que a prefeitura não poderia realizar o certame por estar fora dos padrões da Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele também declarou que acha muito alto o valor do contrato com a empresa Maranata e vai revê-lo, com demissão de pessoal, para diminuir os custos para a administração pública.

Ele disse que está está fazendo um levantamento de todos os funcionários contratados pela Maranata, inclusive sendo negociados os valores individuais, para diminuir o contrato da empresa com a prefeitura. “Então, vamos diminuir não só o número de funcionários, mas também o valor cobrado pela empresa, que a gente achou muito alto; além dos valores normais de mercado”.

Concurso público

O prefeito explicou que houve uma “recomendação do Tribunal de Contas do Estado”, dizendo que a prefeitura de Patos, por estar fora da lei de responsabilidade fiscal, não poderia realizar esse concurso, agora.

“Então, que providências a gente tomou? Convocou a assessoria jurídica, pedimos um parecer do procurador e diante desse parecer é que a gente vai estudar, juntamente com o Ministério Público, uma decisão se vamos suspender ou não”, contou Bonifácio.

O prefeito disse que se houver legalidade vai cumprir o prazo, mas se não houver vai suspender o concurso até que a prefeitura esteja dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Eu não vou dar nenhum passo fora da legalidade”, disse o prefeito Bonifácio Rocha.

Veículos locados

Bonifácio Rocha disse que devolveu 19 veículos à empresa D&R Locadora, inclusive o que era usado pelo prefeito afastado, Dinaldinho Wanderley. Segundo ele, os carros não estavam servindo ao município. Isso teria gerado uma economia de mais de R$60 mil reais mensais para os cofres públicos, além da economia com combustível.

“O que a gente notou, de imediato, foi que esses veículos estavam sobressalentes. Não estavam atendendo às necessidades do município, estavam sobrando”, disse o gestor.

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