Projeto que proíbe cobrança de estacionamento em shoppings é derrotado por 14×4

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Entrou em votação por volta das 10h50 o projeto de autoria do vereador Marcos Henriques (PT) que proíbe a cobrança de taxa de estacionamento em shopping centers, faculdades e hospitais. A matéria foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e na de Direitos Humanos e do Consumidor, mas foi rejeitada na Comissão de Finanças. A matéria foi rejeitada por 14 votos a 4. Votaram a favor o autor da matéria, Marcos Henriques, além de Humberto Pontes e Tibério Limeira.

O autor da proposta fez uma defesa de sua proposta e disse que o Direito do Consumidor o ampara na matéria:

“Tenho a registrar que estacionamento de shopping já é pago com o consumo que se faz nas lojas. Em Belo Horizonte, por exemplo, um projeto semelhante passou, mas entraram com liminar e a questão foi parar no Supremo Tribunal Federal. Não entendo o que está acontecendo. Não sou contra os empresários, mas sou contra a bitributação. Existe um preço agregado aos produtos dos shoppings e o consumidor paga de novo a taxa do estacionamento. Além do mais, não se pode fazer venda casada. Não entendo como o Unipê tem estacionamento gratuito e a Maurício de Nassau cobra”, disse ele.

Thiago Lucena, contudo, discordou: “O vereador falou em bitributação e venda casada em estacionamento, mas isso não procede. Há uma decisão do STF sobre a inconstitucionalidade de matéria assim”.

“Esse projeto já nasceu doente”, disse Marcos Vinícius, que adiantou seu voto contrário à proposta. “Projetos assim já vieram a esta Casa 15 vezes e eu peço o arquivamento da matéria”.

“É uma questão de livre iniciativa. Vai ao shopping quem quer. Além disso, os parlamentares não têm competência para legislar sobre isso. Só a União pode tratar disso e a proposta invade o campo de atuação da iniciativa privada. Esse projeto já foi apresentado por Nadja Palitot, Mangueira e outros. Nunca vai parar essa discussão, mas temos que ter coragem e dizer que não podemos legislar sobre gratuidade de estacionamento”, comentou Dinho.

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