MPF defende competência da Justiça Federal para julgar possíveis fraudes no Sesi

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

O Ministério Público Federal (MPF) defende a competência da Justiça Federal para julgar possíveis fraudes em licitações e inexecuções de obras do Serviço Social da Indústria na Paraíba (Sesi/PB). Em parecer encaminhado ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), o procurador regional da República Fernando José Araújo Ferreira quer que seja rejeitado o pedido do principal gestor do Sesi no Estado, Francisco Gadelha, para que o processo seja encaminhado à Justiça Estadual.

Francisco Gadelha, que apresentou o pedido por meio de habeas corpus, alega incompetência da Justiça Federal para apreciar questões relacionadas ao Sesi. O MPF discorda, ressaltando que a atuação das entidades do denominado Sistema “S” também é subsidiada por recursos provenientes de impostos federais, portanto, sujeitos à prestação de contas perante órgão federal. O mesmo entendimento teve a Justiça Federal em 1ª instância.

No parecer, O MPF ressalta ainda que o Sesi é uma entidade paraestatal com atuação em todo o território nacional. Desta forma, está sujeita ao controle e fiscalização pelo Tribunal de Contas da União (TCU). “Filiamo-nos à corrente segundo a qual compete à Justiça Federal processar e julgar fraudes nos processos licitatórios e superfaturamento por parte do Sesi na Paraíba”, assinala Fernando Ferreira. “Subsidiariamente, defendemos que se for o caso de mandar o processo para a Justiça Estadual, então que a Justiça Federal não anule os atos praticados. Caberia à Justiça Estadual ratificá-los ou não”, complementa.

O caso – O processo é fruto da Operação Cifrão, deflagrada no início deste mês, pelo MPF, PF, Controladoria-Geral da União (CGU) e pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco). O objetivo era apurar esquemas criminosos de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de ativos, envolvendo obras executadas pelo Sesi na Paraíba.

A investigação teve início no âmbito da Polícia Federal, a partir de auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União na Paraíba, que emitiu nota técnica apontando irregularidades na execução de três contratos firmados pelo Sesi no estado, no valor total de aproximadamente R$ 7,6 milhões.

Tags

Leia tudo sobre o tema e siga

MAIS LIDAS

Concursadas se acorrentam à prefeitura de Bayeux em protesto pela não convocação

Polícia localiza veículo usado em assaltos, prende foragida da Justiça e realiza flagrante em Campina Grande

Fernando Cunha Lima é condenado a 32 anos por estupro de vulnerável

Anteriores

brasilvisse

Copa do Mundo impulsiona expectativas de faturamento entre empreendedores paraibanos

brazmorrone

Delegado preso por associação ao tráfico pede prisão domiciliar humanitária

@FOTO_EDNALDO_ARAUJO_(83)98726_6840

TJPB aprova anteprojeto do novo PCCR dos servidores do Judiciário

elencopbb

Elenco de Cangaço Novo retorna à Roliúde Nordestina para Festa do Bode Rei

alpbprint

Comissão de Orçamento da ALPB aprova parecer preliminar da LDO 2027

tre-pb

TRE-PB reúne forças de segurança para planejamento integrado das eleições

lucasseds

Lucas Ribeiro apresenta resultados da Segurança e inicia Operação S. João após queda de 55% da violência letal em Campina

leopsb

Leo Bezerra questiona João sobre postura do PSB, que lhe faz oposição

TRESDONORDESTE

Programação do Arraiá Mangabeira segue nesta quinta com show gratuito de “Os 3 do Nordeste”

csm_policia_civil_paraiba_joao_pessoa_23_f2d6c68b06

Polícia Civil prende investigados por estupro de vulnerável praticado no Mercado Central de João Pessoa