Mulher acusada de matar companheira com 107 facadas é condenada a 67 anos de prisão

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Depois de um júri popular que durou aproximadamente oito horas, Marilene da Silva Ramos, 45 anos, acusada de matar a companheira Gillimara Santos da Costa a facadas foi condenada a 67 anos de prisão por essa morte e por duas tentativas de homicídio qualificado contra a mãe e sobrinho da vítima. Inicialmente, a polícia afirmava que a vítima havia sido atingida por 95 golpes de faca, mas durante o processo foi verificado um total de 107 perfurações. O resultado foi anunciado no 1° do Tribunal do Júri da capital na noite de ontem, mas o crime aconteceu em março de 2021. O júri entendeu que a mulher deve ser punida por cometer o crime por motivo fútil, ter feito emprego de veneno, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vitimas.

O processo narra que Marilene premeditou o assassinato e para isso colocou veneno em um suco que foi oferecido à sogra e ao sobrinho, de 7 anos, que estavam na mesma casa em que ela morava com a companheira com quem tinha um relacionamento fazia cinco anos.

Mesmo tendo ingerido a substância tóxica, a sogra de Marilene foi quem gritou quando a filha foi esfaqueada, chamando a atenção dos vizinhos. Eles acionaram a Polícia Militar e socorreram a mãe e o sobrinho da vítima, de 7 anos.

Marilene fugiu depois do crime e antes da PM chegar ao local, mas foi presa no dia 22 de março de 2021, no bairro Vila Cabral de Santa Terezinha, em Campina Grande. Levada à delegacia de Homicídios de Campina Grande, a suspeita confessou o homicídio à delegada Suelane Guimarães, e alegou que há dois anos era chantageada e ameaçada pela companheira, que dizia que ia entregá-la à polícia por causa de um mandado de prisão de homicídio cometido no Rio Grande do Norte.

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