Julian Lemos aponta ataque do judiciário à Lava Jato e admite que STF tende a soltar Lula

O deputado federal Julian Lemos, presidente estadual do PSL da Paraíba, prestigiou na manhã deste sábado, 31, a filiação de prefeitos paraibanos aos Democratas para cumprimentar seu aliado Vítor Hugo. Em entrevista à imprensa, Julian admitiu que enxerga no Supremo Tribunal Federal (STF) atualmente uma tendência de aprovação à liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu acredito. A maior prova disso foi agora essa última ação do Supremo [anulação da sentença de Aldemir Bendine]. Temos que entender que os crimes do PT, a maior quadrilha do Brasil, não podem ser apagados, mas a Lava Jato é hoje o alvo principal hoje do judiciário brasileiro”

O parlamentar ainda confirmou que deve mudar seu domicílio eleitoral para João Pessoa e que seu nome está à disposição para concorrer às eleições municipais do ano que vem. Ele ainda citou o Pastor Sérgio Queiroz e o radialista Nilvan Ferreira como outras opções do PSL para disputar a prefeitura. “Não tememos o PSB. E não digo isso com arrogância, mas porque nós compreendemos que a Paraíba é muito maior que qualquer liderança”, comentou.

Ao ser questionado se o presidente Jair Bolsonaro estaria engajado em sua campanha caso venha a disputar, Julian disse que caberá a ele decidir: “Isso ficará a critério dele até porque ele é presidente de todos nós, mas é o maior representante do que consideramos mudança política no nosso país”.

Julian também negou que tenha sido escanteado no PSL, fato comentado depois de algumas trocas de mensagens ásperas com o filho de Jair Bolsonaro, o vereador Carlos. “Escanteado? Eu só vivo dentro do governo. Isso é conversa de quem não tem o que falar. Bolsonaro é presidente e eu sou deputado federal e nós temos funções institucionais. Eu não posso mais ser motorista dele, como era antes, nem segurança, nem assessor do coração… quando não me vêem tirando selfie como um bolsominion, falam em divisão. Bolsonaro sabe quem eu sou e eu sei quem ele é”.

Outro assunto comentado pelo parlamentar foi o ato SOS Transposição que será realizado às 10 horas deste domingo, 1º de setembro, em Monteiro, em protesto contra a suspensão do bombeamento das águas. Julian tratou o evento como “uma farsa” e disse que se trata de uma atividade integrante do movimento “Lula Livre” e não de um protesto contra atraso nas obras da transposição: “Não tem nada a ver com a transposição. A maior prova de que não existe retaliação política é que o governador João Azevedo recebeu as informações técnicas e nem ele quer ir ao ato. No Ceará ontem só dava PT. Ricardo Coutinho está mentindo porque não se pode levar as massas ao engano. É algo para promover unicamente um palanque político de uma oposição irresponsável”.

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