Atuação das doulas no Instituto Cândida Vagas já assistiu quase duas mil mulheres

“Ela olhava nos meus olhos e passava muita confiança. Não consigo imaginar meu parto sem ter uma doula do meu lado, me dando um apoio emocional”, disse Francinalva dos Santos, que já foi atendida por uma doula e agora espera seu outro filho. E é pensando em oferecer um parto mais humanizado que a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) inseriu a presença das doulas no Instituto Cândida Vargas (ICV), que já assistiu mais de 1.790 mulheres desde 2015.

O parto não é um momento fácil para as mulheres, pois além dos desconfortos, ansiedade de ter a criança nos braços e as fortes dores, algumas gestantes passam esse momento com a ausência dos familiares. É o caso de Francinalva dos Santos, que encontrou nas doulas o apoio para passar por esse momento. “Eu sou mãe de outros filhos, mas após conhecer o trabalho das doulas e receber o atendimento delas, eu pude sentir mais segurança. É uma atenção especial em um momento onde a gente se sente bastante insegura, com medo e, muitas vezes, sozinha”, detalhou.

Para a doula Olivia Ferraz, que atua no ICV há mais de três anos, olhar o sorriso da mãe após o parto é o melhor pagamento que pode receber. “Eu sou doula voluntária com muito orgulho, pois é uma grande honra poder vivenciar esse momento tão especial e marcante na vida das gestantes e futuras mamães. Espero continuar por muitos anos fazendo esse trabalho tão lindo e especial, pois a cada vida que nasce com o meu apoio é uma esperança de um futuro melhor e mais bonito”, relatou a voluntária.

Se para Olivia Ferraz a experiência de ser doula durante três anos já lhe rendeu muita experiência e histórias, para Maria Neuza, que atua desde os 15 anos como parteira, sua principal missão foi influenciar suas filhas a também serem doulas voluntárias. “Minha avó era parteira, minha mãe também e logo me tornei uma. Hoje sou voluntária no Instituto Cândida Vagas como doula e minha geração também está participando da mesma história. Eu me emocionado quando vejo que estou levando as minhas famílias para viverem as mesmas experiências que minha avó e minha mãe”, contou a doula com sorriso no rosto.

Das cinco doulas que são voluntárias no ICV atualmente, Carla Andréia é a mais nova no Instituto, atuando há oito meses, mas contou que o vínculo criado com mães e seus familiares tem ido além do Cândida Vagas. “Elas sempre nos convidam para ir aos aniversários dos filhos que passaram pela nossa doulagem e a gente só agradece essa consideração e carinho. Fazer parte da história dessas famílias é algo muito especial e marcante para todos nós”, relatou.

A coordenadora de Saúde e Direitos Reprodutivos das Mulheres da Secretaria Extraordinária de Políticas Públicas para as Mulheres (SEPPM), Sandra Moura, contou a importância das mulheres buscarem ser doulas e divulgou o novo curso oferecido pela PMJP. “Estamos abrindo inscrições para o processo de seleção para a formação de doulas voluntárias. As inscrições podem ser feitas até o dia 23 de agosto nas sedes dos Distritos Sanitários de João Pessoa e na sede da Secretária de Mulheres, entre outros locais”, divulgou.

As vagas são limitadas e é necessário que a candidata tenha, no mínimo, 21 anos. O edital completo está disponível no link.

Doulas

Palavra que vem do grego e significa “mulher que serve”. Essas profissionais trabalham no suporte físico e emocional de outras mulheres antes, durante e depois do parto. Após o curso, elas poderão contribuir para o trabalho de humanização do parto desenvolvido pela PMJP, através do trabalho voluntário do ICV.

Antes do parto, a doula conversa com a gestante e o acompanhante, buscando esclarecer todas as dúvidas em relação à gestação, trabalho de parto, o parto, a amamentação e o pós-parto. Durante o parto, a doula fica o tempo todo se comunicando com a equipe e apoiando os desejos da futura mãe. O momento de chamar a doula será decidido pela gestante.

 

 

Com Secom-JP

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