Unanimidade: TRE decide que Raíssa Lacerda permanecerá presa

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

A prisão da vereadora Raíssa Lacerda (PSB) foi mantida. A decisão foi tomada na tarde de hoje pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e se deu por unanimidade seguindo o entendimento do relator do habeas corpus, juiz federal Bruno Teixeira de Paiva. Para ele, há conexão de provas mostrando a relação tráfico-política. O magistrado apontou que a prisão é necessária para evitar que Raíssa use o cargo para influenciar nas eleições.

O advogado Bruno Lopes, responsável pela defesa de Raíssa, apontou a falta de casos concretos que provassem que a vereadora estivesse relacionada com os crimes apontados pela Polícia Federal na Operação Território Livre, cuja segunda fase aconteceu na última quinta-feira, 19.

“Não há na decisão concretude. Quais são os atos concretos que foram praticados pela paciente para ter agora a gravíssima medida de prisão preventiva decretada pela Justiça Eleitoral? Não há nenhum ato concreto de participação da senhora Raíssa Lacerda. Falas isoladas não demonstram a participação dela nessa prática de coação eleitoral”, argumentou o advogado.

A alegação foi contraposta pelo procurador Regional Eleitoral, Renan Paes Félix, cuja opinião é de que as provas colhidas pela Polícia Federal são graves.

“As provas que existem nos autos até o momento apontam um contato direto [de Raíssa Lacerda] com líderes de facções criminosas, que em troca de benefícios e cargos, fazem e exercem o domínio de território, impedindo que em outros candidatos possam acessar determinada comunidade ou que o próprio cidadão possa expressar sua vontade”, argumentou.

Roberto D’Horn Moreira, Oswaldo Trigueiro do Vale Filho, Fábio Leandro da Cunha, Silvanido Torres e Maria Cristina Santiago também votaram da mesma maneira.

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, desembargadora Agamenilde Dias, afirmou que o tema “preocupa toda a Corte” e reforçou que a atuação do Poder Judiciário Eleitoral não é pautado por questões políticas nem por pessoas, mas que o TRE “analisa fatos”.

Na última sexta-feira (20), a juíza Virgínia Gaudêncio, da 76ª Zona Eleitoral, concedeu prisão domiciliar a Pollyanna Dantas, que segundo a PF usava a influência para determinar quem deveria ser votado pelos moradores do Bairro São José, e hoje Kaline Neres do Nascimento, cabo eleitoral de Raíssa no Alto do Mateus conseguiu o mesmo benefício. Enquanto isso, Taciana Nascimento, pessoa com influência no Bairro São José, continua presa.

Tags

Leia tudo sobre o tema e siga

MAIS LIDAS

Concursadas se acorrentam à prefeitura de Bayeux em protesto pela não convocação

Polícia localiza veículo usado em assaltos, prende foragida da Justiça e realiza flagrante em Campina Grande

Fernando Cunha Lima é condenado a 32 anos por estupro de vulnerável

Anteriores

brasilvisse

Copa do Mundo impulsiona expectativas de faturamento entre empreendedores paraibanos

brazmorrone

Delegado preso por associação ao tráfico pede prisão domiciliar humanitária

@FOTO_EDNALDO_ARAUJO_(83)98726_6840

TJPB aprova anteprojeto do novo PCCR dos servidores do Judiciário

elencopbb

Elenco de Cangaço Novo retorna à Roliúde Nordestina para Festa do Bode Rei

alpbprint

Comissão de Orçamento da ALPB aprova parecer preliminar da LDO 2027

tre-pb

TRE-PB reúne forças de segurança para planejamento integrado das eleições

lucasseds

Lucas Ribeiro apresenta resultados da Segurança e inicia Operação S. João após queda de 55% da violência letal em Campina

leopsb

Leo Bezerra questiona João sobre postura do PSB, que lhe faz oposição

TRESDONORDESTE

Programação do Arraiá Mangabeira segue nesta quinta com show gratuito de “Os 3 do Nordeste”

csm_policia_civil_paraiba_joao_pessoa_23_f2d6c68b06

Polícia Civil prende investigados por estupro de vulnerável praticado no Mercado Central de João Pessoa