A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) anunciou que sofreu um novo corte orçamentário no valor de R$ 14,3 milhões, efetivado no final de janeiro de 2026. A redução de recursos compromete diretamente o funcionamento da instituição ao longo do ano, atingindo áreas essenciais como manutenção, custeio de bolsas e auxílios estudantis.
De acordo com a Reitoria, o corte afeta despesas básicas indispensáveis às atividades acadêmicas nos campi da universidade, incluindo a manutenção de prédios, salas de aula e laboratórios, além do funcionamento de bibliotecas, sistemas institucionais e ações de apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão.
Embora o bloqueio orçamentário tenha ocorrido em um contexto nacional, a UFPB informou que foi a única universidade federal do país a ter o orçamento efetivamente reduzido, com cancelamento concreto de recursos já previstos para o exercício de 2026. Diferentemente de outros casos, o impacto não foi apenas preventivo ou contábil, mas resultou em perda real de orçamento.
A situação é considerada ainda mais grave porque a UFPB atende o maior número absoluto de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica entre as universidades federais. Segundo a instituição, a redução compromete diretamente a política de assistência estudantil, fundamental para garantir a permanência dos alunos, ampliando o risco de evasão e prejudicando o desempenho acadêmico, especialmente dos estudantes que mais dependem da universidade pública.
Este novo corte se soma a sucessivas reduções orçamentárias enfrentadas nos últimos anos e dificulta o planejamento institucional, impondo restrições severas à execução de ações essenciais ao longo de 2026.
A Reitoria informou que já adotou todas as providências institucionais cabíveis, solicitando esclarecimentos formais aos órgãos competentes e reivindicando a recomposição integral dos R$ 14,3 milhões retirados do orçamento. Para a gestão, a universidade não pode arcar sozinha com os impactos acumulados de sucessivos cortes.
Em nota, a UFPB reafirmou seu compromisso com a educação pública, gratuita e de qualidade, com a inclusão social e com o desenvolvimento da Paraíba e do Brasil. A instituição também alertou que a continuidade das reduções orçamentárias compromete o funcionamento da universidade, fragiliza políticas públicas essenciais e ameaça o direito à educação de milhares de estudantes.