TCE afirma que busca da Calvário se limitou à mesa do auditor investigado

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Apesar do teor forte da denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba no dia de hoje a respeito de uma suposta coação de conselheiros e auditores do Tribunal de Contas do Estado por parte do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) através de uma empresa de Inteligência e Contra-Inteligência, o TCE-PB minimizou os fatos da oitava fase da Operação Calvário, deflagrada nesta terça-feira, 10. Em uma nota breve, o tribunal afirmou que as buscas de hoje se limitaram à mesa do auditor Richard Euler, investigado por suposto recebimento de propina para não fiscalizar irregularidades na gestão da Cruz Vermelha gaúcha no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.

Confira a íntegra da nota emitida pelo TCE-PB: “A busca e apreensão da 8ª Fase da Operação Calvário, no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba limitou-se à mesa de trabalho do auditor de contas pública citado na operação. O TCE-PB vem reiterando irrestrito apoio às investigações em curso, pugnando pela celeridade e efetiva punição a todos quantos tenham praticado delitos em desfavor da sociedade paraibana”.

Confira agora trechos da denúncia que citam a elaboração de um dossiê contra conselheiros e auditores, cujo teor teria sido apresentado por Ricardo Coutinho aos membros da Corte e, a partir daí, a atitude do TCE em relação ao Governo do Estado teria sido bastante modificada.

O processo todo teria começado porque o auditor Richard Euler Dantas de Souza teria agido com excessivo rigor nas fiscalizações realizadas no Trauma de João Pessoa e suas exigências foram compreendidas pelo diretor do hospital como uma forma de insinuar a necessidade de pagamento de propina para atenuar as cobranças por parte do auditor. O caso, então, foi levado ao conhecimento do governador Ricardo Coutinho e seus auxiliares diretos,. como narra a denúncia do MP:

A investigação foi realizada por uma empresa especializada com sede em Brasília que recebeu um depósito de
R$ 23.000,00 para levantar os dados dos conselheiros, auditores e seus familiares, incluindo crianças.

O trecho reproduzido a seguir é do empresário Daniel Gomes, informando o destino do dossiê produzido pela empresa contratada para investigar os membros do TCE:

E consta na denúncia uma acusação muito grave: de que o dossiê teria feito com que conselheiros mudassem a forma de atuação em relação ao Governo do Estado:

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