Presidente do STJ mantém prisão de pastor acusado de golpe de R$ 3 milhões em fiéis

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A ministra Maria Thereza de Assis Moura, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu manter a prisão preventiva do pastor Péricles Cardoso, acusado de aplicar um golpe de mais de R$ 3 milhões em fiéis da igreja Assembleia de Deus, do bairro de Mangabeira, em João Pessoa. O religioso está preso no Roger desde novembro do ano passado.

“Trata-se de matéria sensível e que demanda maior reflexão, sendo prudente, portanto, aguardar o julgamento definitivo do habeas corpus impetrado no tribunal de origem antes de eventual intervenção desta Corte Superior”, disse em seu despacho a magistrada.

No último dia 21, o desembargador Saulo Benevides, do Tribunal de Justiça da Paraíba, não acatou alegações feitas pela defesa do pastor, que pediu sua liberdade, e decidiu manter a prisão preventiva do pastor Péricles Cardoso.

O caso – Péricles teve a prisão preventiva decretada a pedido do Ministério Público da Paraíba no mês de setembro do ano passado. Ele se apresentou à Justiça em novembro. Mais de 30 vítimas de golpes foram identificadas no inquérito que tramita contra o religioso que também teria cometido um furto de cerca de R$ 17 mil contra a própria congregação onde era pastor.

As vítimas contaram que Péricles pedia doações para reformar a igreja. Ele apresentava uma maquineta e dizia para que os fieis passassem o cartão para ajudar a congregação. Em outras ocasiões, ele solicitava que as vítimas emprestassem a ele o cartão de crédito.

A Assembleia de Deus na Paraíba informou, por meio de nota, que Péricles Cardoso de Melo teria praticado crimes, como estelionato e furto, contra a igreja, congregados e pessoas próximas. Diante de evidências, ele foi afastado das suas funções eclesiásticas.

Além disso, a igreja acrescentou que abriu um procedimento disciplinar administrativo e acionou as autoridades competentes para apuração das denúncias.

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