PF, CGU e MPF deflagram operação contra fraudes em licitações na Paraíba

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A Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal deflagraram, na manhã desta quinta-feira (3), a segunda fase da Operação Outside. A ação tem como objetivo investigar indícios de fraude em processos licitatórios, superfaturamento e desvio de recursos públicos federais.

Nesta etapa, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 14ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Patos/PB. As diligências ocorreram na cidade de Patos e visam apurar suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos federais destinados a obras no município.

Investigações

As investigações tiveram início com a análise de documentos relacionados à contratação da empresa responsável pela execução da obra. Após a primeira fase da operação, deflagrada em 12 de julho de 2024, fiscalizações realizadas pela CGU e pela Polícia Federal confirmaram indícios de irregularidades.

A documentação obtida na primeira fase permitiu a evolução das investigações, identificando a participação de novos envolvidos. O aprofundamento da apuração busca verificar a possível atuação ilícita de uma investigada, que teria usado sua posição na administração pública para beneficiar interesses privados da empresa contratada. Além disso, a operação busca recuperar valores pagos indevidamente e responsabilizar os envolvidos. O contrato em questão, após aditivos, soma R$ 6.033.031,26.

Impacto Social

O desvio de recursos públicos impacta diretamente a população, especialmente no sertão da Paraíba, onde há uma demanda crescente por investimentos em infraestrutura e mobilidade urbana.

A segunda fase da Operação Outside conta com a participação de auditores da CGU e agentes da Polícia Federal. As investigações continuam para garantir a correta aplicação dos recursos públicos.

A CGU mantém a plataforma Fala.BR, por meio da Ouvidoria-Geral da União, para o recebimento de denúncias. Qualquer pessoa pode fornecer informações sobre esta ou outras irregularidades por meio do formulário eletrônico do Fala.BR. As denúncias podem ser feitas de forma anônima, bastando selecionar a opção “Não identificado”.

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