Na PB, empresário e ex-secretário de Saúde são condenados por fraude em licitação e devem devolver R$ 2,6 milhões

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

A Justiça Federal condenou um empresário e o ex-secretário de Saúde de Campina Grande (PB) Felipe Reul por fraude em licitação que resultou em um prejuízo de mais de R$ 2,6 milhões à Fazenda Pública. A sentença prevê a reparação do dano com correção monetária, além da pena de 3 anos, 9 meses e 15 dias de detenção em regime aberto. O crime foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) em janeiro de 2025.

A fraude envolveu a manipulação de preços em contratos de fornecimento de insumos para a Secretaria de Saúde do município, caracterizada como “jogo de planilhas”, técnica que inflou artificialmente valores dos contratos. O empresário, sócio e administrador da empresa Hig-Tec Produtos para Higienização Profissional oferecia propostas com preços “artificialmente baixos” em pregões eletrônicos para vencer as licitações. Os preços baixos eram seguidos por aumentos expressivos via aditivos contratuais, chegando a 299% em alguns itens licitados.

Dois contratos específicos tiveram aumentos de 111% e 135% no custo total. Os aditivos foram formalizados em um curto período após as celebrações dos contratos: apenas 41 e 60 dias para cada um.

Aumentos injustificados – A justificativa para o aumento dos preços era a alegação de variações excessivas nos valores dos itens licitados, contudo, a investigação apurou que a empresa não teve reajuste significativo de custos no período, demonstrando que os aumentos eram artificiais e não decorriam de fatores externos incontroláveis.

Conforme registra a sentença, o então secretário de Saúde, por sua vez, autorizou esses reajustes contratuais sem que houvesse justificativas técnicas válidas ou demonstrações de impacto real nos custos, evidenciando sua ciência e anuência às práticas da empresa e contribuindo para o prejuízo.

A investigação revelou que os reajustes não tinham justificativa técnica válida e que os acusados tinham relação pessoal comprovada por interceptações telemáticas. A fraude foi praticada durante o período crítico da pandemia de covid-19, evidenciando exploração de um momento de calamidade pública.

Além da condenação criminal, ambos foram sentenciados ao pagamento de multa de 2% sobre cada contrato celebrado e à prestação de serviços comunitários pelo período da pena. Com o trânsito em julgado, seus nomes serão incluídos no rol dos culpados, e a Justiça Eleitoral será informada para eventual suspensão de direitos políticos.

Tags

Leia tudo sobre o tema e siga

MAIS LIDAS

Concursadas se acorrentam à prefeitura de Bayeux em protesto pela não convocação

Polícia localiza veículo usado em assaltos, prende foragida da Justiça e realiza flagrante em Campina Grande

Fernando Cunha Lima é condenado a 32 anos por estupro de vulnerável

Anteriores

brasilvisse

Copa do Mundo impulsiona expectativas de faturamento entre empreendedores paraibanos

brazmorrone

Delegado preso por associação ao tráfico pede prisão domiciliar humanitária

@FOTO_EDNALDO_ARAUJO_(83)98726_6840

TJPB aprova anteprojeto do novo PCCR dos servidores do Judiciário

elencopbb

Elenco de Cangaço Novo retorna à Roliúde Nordestina para Festa do Bode Rei

alpbprint

Comissão de Orçamento da ALPB aprova parecer preliminar da LDO 2027

tre-pb

TRE-PB reúne forças de segurança para planejamento integrado das eleições

lucasseds

Lucas Ribeiro apresenta resultados da Segurança e inicia Operação S. João após queda de 55% da violência letal em Campina

leopsb

Leo Bezerra questiona João sobre postura do PSB, que lhe faz oposição

TRESDONORDESTE

Programação do Arraiá Mangabeira segue nesta quinta com show gratuito de “Os 3 do Nordeste”

csm_policia_civil_paraiba_joao_pessoa_23_f2d6c68b06

Polícia Civil prende investigados por estupro de vulnerável praticado no Mercado Central de João Pessoa