MPF apura legalidade no uso de cotas pelo reitor da UFPB, que reage com ironia à notícia

O reitor da Universidade Federal da Paraíba, Valdiney Veloso Gouveia, foi aprovado para o curso de Engenharia de Produção na própria instituição que administra. Ele foi classificado pelo sistema de cotas como ingressante de escola pública e fez 638,9 pontos. A nova graduação do reitor, contudo, está dando o que falar. O Sindicato de Professores da Universidade Federal da Paraíba (AdufPB) acionou o Ministério Público Federal porque entende que, apesar de não haver problemas legais, existem questionamentos do ponto de vista ético no uso de cotas pelo reitor.

“Tirar uma vaga de alguém que possa estar começando sua vida, vindo de escola pública, buscando a sua primeira graduação, tendo em vista a escassez de vagas disponíveis nessa modalidade. Ser cotista é pra quem necessita da cota, uma forma de reparação de inúmeras injustiças sociais cometidas pelo Estado. Será que esse sujeito, sendo professor titular da UFPB e reitor, ainda nas condições que se deram, sem o aval da comunidade universitária, precisa de cota para fazer uma segunda graduação?”, questionou a Adufpb.

O Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba, por sua vez, solicitou informações sobre a legalidade do uso de cotas pelo reitor para sua nova graduação. Uma Notícia de Fato foi instaurada hoje pela procuradora da República, Janaína Andrade.

O MPF vai apurar se houve favorecimento ou violação de regras para ingresso do reitor na universidade através do sistema de cotas. A Pró-reitoria de Graduação da UFPB tem 10 dias para se manifestar sobre o assunto, de forma fundamentada.

De acordo com o regimento da UFPB e da Reitoria, não há impedimentos para essa situação. O edital do Sisu também não proíbe essa aprovação. A UFPB não quis se manifestar por ser uma questão da vida pessoal do reitor.

Nas redes sociais, Valdiney comentou o caso e ironizou a repercussão do caso na mídia. No JPB 2ª edição, a notícia foi veiculada e dito que ele não teria concedido entrevista à emissora por considerar o caso como de sua vida privada. Mas, não foi isso que o reitor disse ter acontecido. Confira:

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