Entre 2002 e 2023, pelo menos 651 trabalhadores paraibanos foram resgatados em condições de trabalho escravo. Muitos deles, foram aliciados no Estado da Paraíba e levados, sob fraude, para outras localidades do país, onde foram explorados em condição análoga à de escravo, ou seja, foram vítimas dos crimes de tráfico de pessoas e de exploração do trabalho escravo.
No Brasil, a cada 24 horas, pelo menos oito pessoas são resgatadas vítimas do Trabalho Escravo Contemporâneo. Estima-se que a quantidade de brasileiros aliciados e traficados a cada dia, no país, supera esse número.
A campanha do Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) sobre a prevenção ao tráfico de pessoas para fins de trabalho escravo – cujo dia D ocorreu ontem, 30 de julho – tem se destacado no município de Picuí, no Sertão paraibano.
Profissionais de saúde estão engajados na campanha e atuando como multiplicadores com o objetivo de sensibilizar a população para ‘as armadilhas’ que levam ao trabalho escravo contemporâneo. Durante o mês de julho, várias atividades foram realizadas na área urbana e na zona rural de Picuí. As ações se estendem até esta quarta-feira (31).
“O município de Picuí vem se destacando nas ações de combate ao trabalho escravo desde o ano de 2022, quando foi implementado pelo MPT o projeto ‘Capacitação da Rede de Assistência Social para o Acolhimento das Vítimas do Trabalho Escravo Pós-Resgate’. Tal situação demonstra a relevância da atuação preventiva do MPT, que levou a temática para a discussão e, a partir de então, tem a gestão municipal, em especial através das Secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social, e a população como parceiras no enfrentamento ao trabalho escravo. Informar e empoderar os trabalhadores de Picuí é o grande objetivo!”, ressaltou a procuradora do Trabalho Marcela Asfóra, coordenadora da Regional da Conaete/MPT (Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas).
Campanha Coração Azul
O Brasil aderiu à campanha global das Nações Unidas – Coração Azul, em maio de 2013. Na ocasião, o país se comprometeu a disponibilizar meios de divulgação e mobilização da sociedade para a luta contra o tráfico de pessoas.
CANAIS DE DENÚNCIAS
Denúncias de trabalho análogo ao de escravo e de aliciamento de pessoas para fins de trabalho escravo podem ser feitas no site do MPT na Paraíba (www.prt13.mpt.mp.br/servicos/denuncias), pelo portal nacional do MPT (www.mpt.mp.br), pelo aplicativo MPT Pardal, pelo Disque 100 e também pelo site www.ipe.sit.trabalho.gov.br (do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE). Na Paraíba, o MPT também recebe denúncias pelo WhatsApp (83- 3612-3128).
Informações: Ascom/MPT-PB
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