Governo promete contraproposta a policiais civis até fim do mês

Até o final deste mês, o Governo do Estado vai entregar uma contraproposta aos policiais civis, que estão reivindicando reajuste salarial para cobrir uma defasagem acumulada entre os anos de 2003 a 2008. Foi o que ficou acertado durante audiência de uma comissão desses profissionais de polícia com o governador José Maranhão no Palácio da Redenção, em João Pessoa, na manhã de hoje. O grupo estava acompanhado do secretário da Segurança e Defesa Social, Gustavo Gominho.

O presidente da Associação dos Policiais Civis da Paraíba, Flávio Moreira, informou que o governador José Maranhão mostrou-se preocupado com a situação dos profissionais na Paraíba, mas adiantou que a mobilização agendada para esta sexta-feira, 11, às 9 horas no Parque Solon de Lucena está mantida: "´E importante que todos compareçam às manifestações programadas, sendo a primeira para o dia 11, quando será descrita detalhadamente a reunião. Muitos policiais já dão como certa a greve em 1º de outubro", disse.

Confiança – “Estamos confiantes de que o governador faça justiça e possa retornar as vantagens que foram tiradas, pois assim caminharemos na direção de uma segurança pública mais efetiva, observando as decisões da Conferência Nacional de Segurança Pública realizada recentemente em Brasília, quando se aprovou diversas diretrizes e princípios que devem nortear o setor no País”, comentou Flávio Moreira. Ele acredita que a Paraíba poderá sair na frente na aplicação dessas diretrizes.

Ele disse que a proposta dos delegados não conduz a uma paralisação, o que somente poderia acontecer num gesto extremo, até porque a categoria vem atendendo ao prazo solicitado pelo governo. “Em maio deste ano, foi dito pelo governo que não havia condição de avaliar os pleitos devido a situação econômica do Estado, e continuamos aguardando”, comentou.

Entre as reivindicações dos delegados estão a contratação dos concursados e a aposentadoria dos policiais civis que já tenham tempo para obter esse beneficio. “Quanto as outras questões mais delicadas, vamos esperar a resposta do governo para dar seguimento a essas negociações”, explicou o dirigente da Associação.

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