Empresário que ameaçou funcionários grava vídeo dizendo que voto é livre; veja

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Depois de vazar um vídeo em que o empresário Pedro Vieira de Melo Neto, dono da Destak Alumínios, uma fábrica de panelas sediada na zona rural de Catolé do Rocha, gravou um vídeo depois de assinar um termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Campina Grande depois de ser denunciado por assédio eleitoral. Um áudio com a voz dele vazou e nele “Pedrinho” ameaçava de demissão os funcionários que não seguissem sua orientação de votar no presidente Jair Bolsonaro (PL).

Pelo acordo firmado, Pedro e a esposa, Gilderlânia de Sousa Lima Vieira, em cujo nome está a fábrica, assumiram vários compromissos e pagaram uma indenização por dano moral coletivo de R$ 5 mil reais através de entrega de materiais que são confeccionados pela empresa (panela, cafeteira, leiteira, frigideira) ao Casa do Idoso Dr. Antônio Bejamin Filho e Unidade de Apoio a Portadores de Câncer (UAPC), ambas localizadas no Município de Catolé do Rocha.

Além disso, eles se comprometeram a não demitir funcionários por causa de posicionamento político e nem promover intimidações ou constrangimentos aos trabalhadores pelo mesmo motivo.

Ontem, Pedro havia enviado áudio através do WhatsApp com ameaças a seus funcionários que pretendessem votar em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidente.

“A gente sabe dos planos de Lula e do PT e tem umas pessoas que trabalham com a gente que eu sei que vota em Lula, mas pela palavra de Deus e pela família eu queria contar com vocês. Se você não pode fazer um esforço [votar em Bolsonaro], a gente também fica agradecido, mas eu não vejo uma pessoa que é contra os princípios ficar trabalhando com a gente, não”, disse o dono da fábrica para em seguida deixar ainda mais clara a ameaça de demissão dos eleitores do PT. “Se você não puder dar o seu voto de confiança a gente, infelizmente, não é pela política, mas pela minha filha e pelo meu filho, pela minha família, mas você não vai ficar trabalhando aí, não, na Destak, não. Não é ameaça, não. É o meu pensamento e a fábrica é minha. Eu permaneço com quem eu quiser aí dentro”.

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