Coordenador do Gaeco condena uso da boa fé das pessoas ao falar sobre caso do Hospital Padre Zé

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O promotor de Justiça Octávio Paulo Neto, coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB), lamentou nesta quinta-feira (5), ao comentar o caso envolvendo o Hospiatl Padre Zé, o fato de pessoas utilizarem a boa fé das pessoas para enriquecerem.

“Cada vez que passa a gente tá percebendo que pessoas se apropriam de pauta de auto relevo para poder se capitalizar, em se apropriar dessas pautas legítimas. Esse caso é apenas um dos casos em que fica claramente demonstrado isso, pessoas que usam da boa fé de terceiros, que usa da esperança de outros tantos, para poder crescer financeiramente e politicamente.

Ele ressaltou que é preciso filtrar quem realmente se preocupa com os excluídos e quem quer usar essas pessoas para enriquecer.

“Fora essa circunstância que envolve corrupção, a gente tem outras circunstâncias que envolvem coisas muito mais graves. É necessário que a gente consiga de fato ter elementos para filtrar aquelas pessoas que de fato se preocupam com os excluídos, e aquelas outras que usam essas pessoas como instrumento de manobra para suas ganâncias em questões de escala monetária.”, disse.

Na manhã de hoje foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão contra três pessoas suspeitas de envolvimento no desvio de recursos do Hospital Padre Zé. A Operação Indignus foi realizada pela Força Tarefa composta pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado da Paraíba, pela Polícia Civil da Paraíba da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social, pela Secretaria de Estado da Fazenda da Paraíba e pela Controladoria-Geral do Estado da Paraíba.

Os alvos de hoje foram imóveis do Padre Egídio Carvalho Neto, ex-diretor do Hospital Padre Zé, além da diretora administrativa do hospital, Jannyne Dantas e da tesoureira da unidade hospitalar, Amanda Duarte.

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