Cássio propõe medidas para retomar desenvolvimento econômico e diz que estados precisam participar

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O senador Cássio Cunha Lima tornou a usar a tribuna do Senado nesta quarta-feira (30) para defender que a crise que culminou com a greve dos caminhoneiros, o aumento da gasolina, a falta do gás de cozinha e o consequente desabastecimento dos supermercados, além de o aumento do preço dos alimentos, exige a mobilização da classe política para a discussão urgente sobre o investimento em fontes alternativas de energia a partir da retomada plena do RenovaBio; a reforma tributária e a diminuição do peso do Estado sobre os ombros dos brasileiros.

“Não é possível mais que o Estado brasileiro sufoque o nosso povo, a sociedade, da forma como vem fazendo. E este não é um problema de hoje, não é uma dificuldade de agora, é uma realidade que se arrasta há muito tempo, em que quem produz, quem trabalha, quem labuta no dia a dia já não suporta mais carregar o peso nas suas costas de um Estado perdulário, corrupto, ineficaz, ineficiente e que precisa passar por uma reforma profunda, uma reforma ampla” – defendeu o senador.

Revisão da política de preços da Petrobrás – Cássio disse que, além da revisão da política de preços da Petrobras, faz-se necessária uma redução, sim, de carga tributária. E não há como deixar os governos estaduais de fora. Para ele, os governadores devem ser chamados para participar da solução desse problema e explicou:

Estados devem contribuir – “Os Estados ganharam, e ganharam muito, com o aumento do preço. Como o ICMS é um percentual em cima do preço do combustível, quanto mais se aumenta o preço mais se arrecada, diferentemente da Cide, que é um valor fixo; diferentemente do PIS e do Pasep, que são um valor fixo. Os Estados lucraram com essa política de aumento da Petrobras mais de R$1,5 bilhão. Só no caso do meu Estado, a Paraíba, com esses aumentos recentes, a Paraíba arrecadou R$78 milhões a mais” –  disse o senador.

“O modelo está errado. O modelo precisa ser modificado, porque quem está pagando o preço é o trabalhador, quem está pagando o preço é o comerciante, é o industrial, é o autônomo, que precisa de um carro – como o representante comercial, por exemplo –, para ganhar a sua vida, o seu dia a dia” – finalizou.

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