Ao lado de Onyx, governador da PB critica ações de Bolsonaro na pandemia

Hoje à tarde, ao receber o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni no Palácio da Redenção, o governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania) não se furtou a tecer críticas à forma como o governo de Jair Bolsonaro tratou a pandemia de coronavírus. Mais do que isso, o chefe do executivo estadual da Paraíba solicitou ao ministro que alertasse o presidente para assumir a responsabilidade na distribuição de vacinas contra a Covid-19, assim que ela estiver disponível para que todos os Estados da federação tenham acesso igualitário à imunização.

“Com todo respeito, faltou coordenação do governo federal para enfrentar e dizer: ‘tem que ser assim’. E todo mundo seguir junto naquela direção. Teria sido mais fácil para todo mundo. Não tenho dúvida. Essa discussão gerou problemas. Um estado fazia de um jeito. Outro, fazia de outro. E esse desencontro nos fez pagar um preço mais alto do que precisava. Agora, estamos diante de uma outra situação. E é o apelo que faço a vossa excelência para que leve isso ao presidente da República, para o ministro da Saúde… não vamos deixar que, primeiro, agora que precisamos de uma vacina, que seja feito da mesma forma que anteriormente. O governo federal tem que puxar para si a responsabilidade e dizer que as vacinas serão distribuídas pelo governo federal. Vacina não tem partido político, ideologia, não é de direita, esquerda nem interessa a fabricação de que país é. A vacina tem que ser distribuída para todo mundo porque senão vai acontecer o que já está acontecendo hoje. Estado tal que tem mais dinheiro está comprando vacina. O outro está fazendo convênio para comprar vacina e os outros? Essa é uma questão que a gente precisa entender claramente e que é papel sim do governo federal coordenar isso, puxar para si essa responsabilidade e o Ministério da Saúde dizer que vai comprar as vacinas tais e tais, as que forem comprovadas a sua validade, mas trazer a responsabilidade da condução do processo. Senão, poderemos correr o risco de ter fatos dentro do país que não levem a um resultado ideal. O que nós queremos é que brevemente a gente possa voltar ao ‘Novo Normal’, tenho certeza que a gente jamais voltará à vida que tínhamos antes, a máscara será uma coisa que vai esconder o rosto. Mas, isso vai fazer parte do nosso cotidiano em vários momentos. Então, eu tenho certeza que a gente sai e vai passar e isso não significa passar um ou dois, mas o maior número de pessoas possível e acho que a Covid trouxe a oportunidade para toda a humanidade primeiro identificar claramente que qualquer cidadão depende do outro. Espero que o ministro consiga voltar aqui no próximo ano com um valor maior do que esse, que é isso que nós vamos querer e queremos transformar esse Palácio em um museu da Paraíba e que o senhor possa nos ajudar também com o Banco do Brasil, da Caixa Econômica, da presidência desses bancos para que possamos financiar isso e continuar fazendo da Paraíba, que é um estado pequeno, com uma economia pequena, mas tem um povo muito valente, bravo, dedicado e que conta uma história muito diferente de outros lugares”, disse João Azevêdo.

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