Professores se reúnem amanhã para discutir ilegalidade da greve

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

O secretário geral da Associação dos Professores de Licenciatura Plena do Estado da Paraíba (APLP-PB), Fernando Lira, criticou hoje a decisão do Tribunal de Justiça que decretou a ilegalidade da greve da categoria e determinou o retorno ao trabalho em até 72 horas. Ele afirmou que não houve direito de defesa dos professores na ação que pediu a ilegalidade do movimento.A categoria se reúne amanhã para discutir a decisão.

 – Do ponto de vista jurídico e legal, compete aos professores em uma assembleia que já esta programada para amanhã, às 15 horas no Liceu Paraibano, decidir os rumos que serão tomados com esse fato novo. Não é estranho nesse país os tribunais considerarem a ilegalidade de um movimento grevista sem ouvir a parte contrária. Já existe jurisprudência contrária a essa decisão tomada de forma unilateral, considerando que não houve o direito de legitima defesa da parte adversa.
 
A categoria se reúne amanhã, no Ginásio do colégio Liceu paraibano para decidir se retoma as aulas ou se entra com uma ação na justiça pedindo a suspensão da ilegalidade.

A decisão – O desembargador Romero Marcelo da Fonseca Oliveira, do Tribunal de Justiça da Paraíba, concedeu, em parte, liminar requerida pelo Estado da Paraíba, determinando a suspensão da paralisação grevista e o retorno imediato de todos os professores ao trabalho. O prazo é de 72 horas, a contar da intimação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado (Sintep), sob pena de multa diária de R$ 20 mil, até o julgamento final da ação.

O Governo havia requerido o corte do ponto dos profissionais já a partir da concessão da liminar, mas, na decisão, ficou autorizada a anotação das faltas e o consequente desconto no pagamento após o término do período para o retorno, que é de 72 horas. O desembargador estabeleceu o prazo de 15 dias para contestação do Sintep.

Consta nos autos que os professores estão em greve desde o dia 2 de maio. Na ação (999.2011.000552-3/001), o Estado sustentou que dialogou com a categoria, objetivando acabar a greve, e que concedeu reajustes no vencimento básico dos integrantes do magistério, por meio da Medida Provisória 175/2010, além de conceder bolsa de desempenho profissional. Informou, também, que os grevistas não retornaram às atividades, ocasionando prejuízo a mais de 400 mil alunos e a paralisação das atividades em mais de mil escolas.

Para o desembargador Romero Marcelo, a greve é um direito universal do trabalhador, reconhecido como direito fundamental pela Constituição Federal, contudo “parar o serviço público é parar o Estado, e parar o estado é prejudicar a sociedade”. 

Ainda conforme o magistrado, a deflagração de greve deve atender a uma série de pré-requisitos, dentre o quais a comunicação prévia da paralisação à Administração e deliberação em assembleia geral. O relator verificou que não há atraso de pagamento, mas tão somente discordância quanto aos valores pagos pelo Estado no tocante ao piso nacional.

“A greve no serviço público, como em qualquer outros serviços, pressupõe a manutenção daquelas atividades tidas como essenciais. No caso da educação, os movimentos paredistas têm-se mostrado de irreversível prejuízo, principalmente no que se refere a reposição da carga horária exigida”, afirmou o desembargador. A decisão não representa uma avaliação sobre ilegalidade ou não do movimento que será decidida quando do julgamento do mérito da ação.

Tags

Leia tudo sobre o tema e siga

MAIS LIDAS

Concursadas se acorrentam à prefeitura de Bayeux em protesto pela não convocação

Polícia localiza veículo usado em assaltos, prende foragida da Justiça e realiza flagrante em Campina Grande

Fernando Cunha Lima é condenado a 32 anos por estupro de vulnerável

Anteriores

brasilvisse

Copa do Mundo impulsiona expectativas de faturamento entre empreendedores paraibanos

brazmorrone

Delegado preso por associação ao tráfico pede prisão domiciliar humanitária

@FOTO_EDNALDO_ARAUJO_(83)98726_6840

TJPB aprova anteprojeto do novo PCCR dos servidores do Judiciário

elencopbb

Elenco de Cangaço Novo retorna à Roliúde Nordestina para Festa do Bode Rei

alpbprint

Comissão de Orçamento da ALPB aprova parecer preliminar da LDO 2027

tre-pb

TRE-PB reúne forças de segurança para planejamento integrado das eleições

lucasseds

Lucas Ribeiro apresenta resultados da Segurança e inicia Operação S. João após queda de 55% da violência letal em Campina

leopsb

Leo Bezerra questiona João sobre postura do PSB, que lhe faz oposição

TRESDONORDESTE

Programação do Arraiá Mangabeira segue nesta quinta com show gratuito de “Os 3 do Nordeste”

csm_policia_civil_paraiba_joao_pessoa_23_f2d6c68b06

Polícia Civil prende investigados por estupro de vulnerável praticado no Mercado Central de João Pessoa