MPF atua para coibir funcionamento de cabines de bronzeamento artificial na Paraíba

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

A tentativa de legalizar o funcionamento de cabines de bronzeamento artificial em João Pessoa por meio da Lei Municipal nº 15.465/2025 levou o Ministério Público Federal (MPF) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a intervir no caso. A norma, sancionada em fevereiro, autoriza o serviço e define regras para a concessão de alvarás sanitários, contrariando a Resolução nº 56/2009 da Anvisa, que proíbe a prática em todo o país devido aos riscos à saúde.

Após a publicação da lei, o MPF solicitou um parecer técnico da Anvisa, que reafirmou ser ilegal e inconstitucional qualquer autorização para o uso de cabines de bronzeamento, uma vez que a exposição à radiação ultravioleta está relacionada ao aumento de casos de câncer de pele.

Com base nesse posicionamento, o MPF requisitou informações à Prefeitura de João Pessoa, que informou não ter concedido licenças e estar alinhada às orientações da agência reguladora. Paralelamente, o órgão federal enviou ofício à Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) para verificar se existiam estabelecimentos oferecendo o serviço na capital. Diante de indícios de funcionamento irregular, foram adotadas medidas pela vigilância sanitária municipal.

A ação resultou na operação “Bronze Seguro”, realizada pela Gerência de Vigilância Sanitária de João Pessoa, com apoio da Agevisa e da Guarda Civil Metropolitana. Nos dias 11 e 12 de setembro, 11 estabelecimentos foram vistoriados e oito cabines clandestinas foram interditadas, algumas delas com equipamentos artesanais de radiação ultravioleta.

O procurador da República José Guilherme Ferraz da Costa destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos para garantir o cumprimento da legislação. “As normas locais não podem ser mais permissivas do que as federais, especialmente quando envolvem riscos comprovados à saúde pública”, afirmou.

A Vigilância Sanitária municipal informou que manterá ações contínuas de fiscalização para impedir o funcionamento irregular das cabines, com a abertura de processos administrativos e novas inspeções em toda a cidade. A população pode denunciar práticas ilegais por telefone, pelo aplicativo “João Pessoa na Palma da Mão” ou pelos canais de ouvidoria do município.

Além disso, o MPF encaminhou cópias do caso à Procuradoria da República em Campina Grande, onde uma lei semelhante (Lei nº 9.427/2024) também foi aprovada, para acompanhamento e possíveis medidas de fiscalização locais.

Tags

Leia tudo sobre o tema e siga

MAIS LIDAS

Concursadas se acorrentam à prefeitura de Bayeux em protesto pela não convocação

Polícia localiza veículo usado em assaltos, prende foragida da Justiça e realiza flagrante em Campina Grande

Fernando Cunha Lima é condenado a 32 anos por estupro de vulnerável

Anteriores

brasilvisse

Copa do Mundo impulsiona expectativas de faturamento entre empreendedores paraibanos

brazmorrone

Delegado preso por associação ao tráfico pede prisão domiciliar humanitária

@FOTO_EDNALDO_ARAUJO_(83)98726_6840

TJPB aprova anteprojeto do novo PCCR dos servidores do Judiciário

elencopbb

Elenco de Cangaço Novo retorna à Roliúde Nordestina para Festa do Bode Rei

alpbprint

Comissão de Orçamento da ALPB aprova parecer preliminar da LDO 2027

tre-pb

TRE-PB reúne forças de segurança para planejamento integrado das eleições

lucasseds

Lucas Ribeiro apresenta resultados da Segurança e inicia Operação S. João após queda de 55% da violência letal em Campina

leopsb

Leo Bezerra questiona João sobre postura do PSB, que lhe faz oposição

TRESDONORDESTE

Programação do Arraiá Mangabeira segue nesta quinta com show gratuito de “Os 3 do Nordeste”

csm_policia_civil_paraiba_joao_pessoa_23_f2d6c68b06

Polícia Civil prende investigados por estupro de vulnerável praticado no Mercado Central de João Pessoa