STJ manda soltar delegado de Sergipe suspeito de envolvimento na morte de empresário paraibano

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a soltura do delegado Osvaldo Resende Neto na tarde desta terça-feira (23). Ele foi preso após determinação da Justiça da Paraíba, denunciado pelo envolvimento em uma operação policial que resultou na morte do empresário Gefferson Moura, em março deste ano. A informação foi confirmada pela defesa do delegado.

Em abril, a Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e tornou réus o delegado, o policial civil José Alonso Santana e o militar Gilvan Moraes de Oliveira, que estava cedido à Polícia Civil.

De acordo com a defesa, diante da discordância da decisão foi pedido o habeas corpus ao STJ. “O Superior Tribunal de Justiça entendeu que a prisão era desnecessária, ou seja, que não estavam presentes os requisitos necessários da prisão preventiva. E se trata de uma reafirmação do que defendemos durante todo o processo. O delegado Osvaldo não oferecia qualquer risco à sociedade sergipana”, disse o advogado Guilherme Maluff.

A defesa informou ainda que aguarda que o pedido seja estendido aos demais policiais.

Entenda do caso
No dia 16 de março, os policiais estavam em território paraibano investigando um grupo que atua no roubo de cargas em Sergipe e que estava escondido na Paraíba. Eles alegam ter se deparado com um veículo em atitude suspeita e com o condutor armado com uma pistola. Teria havido reação e os policiais atingiram o motorista que ainda teria sido socorrido, mas morrido em seguida.

A família nega a versão apresentada pelos policias e diz que o empresário estava indo buscar o pai que estava doente de Covi-19 para levá-lo ao médico.

Em abril, a Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e tornou réus o delegado Osvaldo Resende Neto, o policial civil José Alonso Santana e o militar Gilvan Moraes de Oliveira, que estava cedido à Polícia Civil.

Os três policiais civis de Sergipe que se apresentaram à Corregedoria da Polícia Civil, no dia 24 de agosto, após terem a prisão preventiva decretada pela Justiça da Paraíba, quando foram oficialmente presos.

 

G1 SE

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