O senador paraibano Veneziano Vital do Rêgo (MDB) esteve na última quinta-feira, 5, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo. Neste sábado, 7, Veneziano conversou com o ParlamentoPB e revelou parte dessa conversa que durou mais de duas horas e só foi interrompida porque assessores alertaram a Lula sobre outros compromissos.
“Encontrei o presidente Lula leve, otimista… muitíssimo bem e determinado. Atualmente, nada e pratica boxe. Disse que está ansioso para poder ajudar os brasileiros que hoje enfrentam a fome. Quer acabar a miséria no país e disse que essa é uma meta da qual ele não abre mão. Chegou a bater na mesa quando disse isso”, resumiu Veneziano.
E quanto a Veneziano? Qual o papel do senador nas eleições de 2022? “Minha posição é de ser defensor da democracia. O momento exige isso”, comentou. Veneziano foi questionado pelo ParlamentoPB a respeito do rumo do MDB no pleito e se estará na aliança com João Azevêdo (Cidadania). “Minha relação com João é sabida desde 2018 e não há quem possa colocar dúvidas em relação à minha correção com o projeto e ações de governo. Sei que estou cumprindo com minha obrigação. Sob o ponto de vista político, fui o primeiro a mencionar a legítima postulação de João Azevêdo e também disse que o MDB não é a apenas a figura de quem tem essa opinião. Não é uma homogênea legenda que pensa igualmente. Não é isso. O próprio governador tem dito e não posso desconhecer que o tempo é quem determina definições. Como presidente da legenda, tenho que fazer com que o partido se fortaleça, sem perder de vista o aspecto preponderante de sustentação da democracia. O MDB não é legenda cuja decisão foi tomada. A seu tempo, nós vamos decidir. Cito o que o governador disse que não é ainda momento para que decidamos”, completou.
Correios – O senador adiantou que votará contra a privatização dos Correios quando a matéria chegar ao Senado Federal. Ele concorda que é preciso modernizar a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, mas não concorda com os moldes defendidos pelo governo federal que prevê a exploração de 100% do serviço pela iniciativa privada e mantém os funcionários por apenas 18 meses. “Do jeito como está o projeto, voto contra”.