Depois de ameaças de pai de paciente, CRM-PB admite interditar Arlinda Marques

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O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) deu um prazo de 48h para o Hospital Infantil Arlinda Marques disponibilizar policiamento armado para garantir a segurança de profissionais e pacientes da UTI Pediátrica sob pena de interdição ética médica do setor. A notificação foi motivada pelas ameaças realizadas pelo pai de uma criança internada na unidade contra a equipe médica e pacientes da UTI Pediátrica do hospital.

O caso aconteceu na última sexta-feira (2), quando o pai de uma criança de 6 anos internada no setor disse que se a filha fosse a óbito, ele mataria uma paciente de 12 anos também internada na UTI. Durante as ameaças, o homem quebrou dois vidros do setor e se feriu, deixando pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde assustados.

“Recebemos a denúncia através de uma das pediatras da UTI. Ela informou que estão todos muito preocupados. A criança, filha do homem que ameaçou as pessoas, está em estado grave, de difícil reversão. Também conversamos com a mãe da criança que foi diretamente ameaçada, ela está muito abalada com o que pode acontecer. A ameaça a esta paciente aconteceu porque ela fez um exame antes da filha do agressor”, explicou o diretor de Fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa.

O Departamento de Fiscalização do CRM-PB entregou hoje o relatório pedindo que seja providenciado policiamento em um prazo de 48 horas. Caso o hospital não atenda à solicitação, será realizada a interdição ética médica da UTI Pediátrica. É importante lembrar que as interdições éticas realizadas pelo CRM-PB impedem, exclusivamente, o médico de atender nas unidades de saúde. A medida tem o objetivo de preservar a dignidade do atendimento médico à população e a segurança do ato médico.

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