Cem cidades da PB não têm juizes e comarcas estão sem audiências desde 2013

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Cem cidades paraibanas estão sem assistência da Justiça – cerca de 50 comarcas e varas não têm juízes há mais de cinco anos. Em algumas delas, a exemplo de Coremas, 1.88 processos estão parados. A última audiência registrada na cidade ocorreu em 2013.

Este foi o cenário discutido em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa com a participação de representantes do Tribunal de Justiça, OAB, Defensoria Pública e diversos operadores do Direito.

Convocada pelo deputado Junior Araújo (Avante), a audiência foi o pontapé de um processo para encontrar soluções e viabilizar o retorno das operações das comarcas de todo o Estado.

“É um problema que alcança todos os níveis sociais e o acesso à justiça é um direito fundamental, que está sendo negado a milhares paraibanos – cidadãos que não alcançam atualmente a mão da justiça, simplesmente porque a justiça não está lá”, avaliou Jr Araújo.

O vice-presidente da OAB-PB, João de Deus, confirmou o problema e disse que a falta de juízes nas comarcas tem impactado o andamento dos diversos processos jurídicos.

“A Assembleia pode sim nos ajudar, pois é uma grande pauta. A prestação jurisdicional é um serviço público que precisa ser prestado com eficiência e infelizmente na Paraíba há deficit de quase 50 juízes, que atinge quase 100 municípios. É um prejuízo grande para os advogados e para a população. Debater no Legislativo e buscar propostas para superar é de extrema importância”, disse João de Deus .

“Já conversei com os representantes do Tribunal de Justiça da Paraíba , que estão empenhados para resolver o impasse. A Assembleia é um palco permanente de debate e nós estamos aqui para levantar o tema e procurar uma solução de consenso”, disse o presidente da AL, Adriano Galdino.

Cenário é pior no Brejo e Sertão – A maioria das cidades com comarcas sem juízes está nas regiões do Sertão e Brejo. Neste contexto está inserida Arara, município com 13.500 habitantes. Lá, a última audiência judicial ocorreu em março de 2013. Cerca de 1.150 processos estão parados.

Na Vara mista de Piancó o problema se repete: sem juiz desde março de 2013, a pilha de processos se acumula: 2.587 estão paralisados.

Em Catolé do Rocha, 2 mil 736 processos também estão parados. Não há registro de audiência na comarca da cidade desde janeiro de 2015.

“Esse quadro precisa de reversão urgente. Pois por traz de cada processo empoeirando existe um cidadão se sentindo abandonado. Um algoz sem punição. Uma família sem justiça”, defendeu Júnior Araújo.

Tags

Leia tudo sobre o tema e siga

MAIS LIDAS

Concursadas se acorrentam à prefeitura de Bayeux em protesto pela não convocação

Polícia localiza veículo usado em assaltos, prende foragida da Justiça e realiza flagrante em Campina Grande

Fernando Cunha Lima é condenado a 32 anos por estupro de vulnerável

Anteriores

brasilvisse

Copa do Mundo impulsiona expectativas de faturamento entre empreendedores paraibanos

brazmorrone

Delegado preso por associação ao tráfico pede prisão domiciliar humanitária

@FOTO_EDNALDO_ARAUJO_(83)98726_6840

TJPB aprova anteprojeto do novo PCCR dos servidores do Judiciário

elencopbb

Elenco de Cangaço Novo retorna à Roliúde Nordestina para Festa do Bode Rei

alpbprint

Comissão de Orçamento da ALPB aprova parecer preliminar da LDO 2027

tre-pb

TRE-PB reúne forças de segurança para planejamento integrado das eleições

lucasseds

Lucas Ribeiro apresenta resultados da Segurança e inicia Operação S. João após queda de 55% da violência letal em Campina

leopsb

Leo Bezerra questiona João sobre postura do PSB, que lhe faz oposição

TRESDONORDESTE

Programação do Arraiá Mangabeira segue nesta quinta com show gratuito de “Os 3 do Nordeste”

csm_policia_civil_paraiba_joao_pessoa_23_f2d6c68b06

Polícia Civil prende investigados por estupro de vulnerável praticado no Mercado Central de João Pessoa