Notícias de João Pessoa, paraíba, Brasil

Couto e Rosário pedem audiência no STJ para tratar do Caso do Padre Amaro

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Não se trata de obra literária. O drama, infelizmente, é real. José Amaro Lopes de Sousa, conhecido como Padre Amaro, está preso desde o dia 27 de março no Centro de Recuperação Regional de Altamira. Ele é coordenador da Comissão Pastoral da Terra em Anapu, sudoeste do Pará. De acordo com a CPT, a prisão do religioso tem interesse de fazendeiros da região e razões políticas. Eles foram as principais testemunhas ouvidas pela polícia. Segundo relatos de lideranças de movimentos sociais e autoridades locais, existe, inclusive, “lista” de pessoas marcadas para morrer, estando o nome de Padre Amaro em tal “lista”.

Agora, o recurso em Habeas Corpus que trata da liberdade do Padre Amaro, está no Superior Tribunal de Justiça em Brasília e já tem relator, o ministro Rogerio Schietti Machado Cruz. Para discutir a privação de liberdade do religioso, o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), Luiz Couto (PT/PB) e a presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, Regina Sousa (PT/PI), solicitaram audiência com o ministro.

A região onde Padre Amaro trabalha é uma das mais conflituosas do Brasil em questões agrárias entre fazendeiros e camponeses. De acordo com pesquisa da Comissão Pastoral da Terra (CPT), no Pará houve 21 casos de assassinatos por conflitos no campo em 2017. Ainda segundo a CPT, o estado lidera as mortes por massacres. Foram 26 massacres entre 1985 e 2017 com 125 vítimas.

Resolução da ONU

O deputado Luiz Couto considera a prisão do Padre Amaro uma perseguição a um defensor de direitos humanos. ” Há uma resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), de 1998, que trata dos Defensores de Direitos Humanos, e reconhece a importância dos indivíduos, grupos, instituições e organizações não governamentais que defendem a democracia, na proteção dos direitos humanos e as liberdades fundamentais. E é com base nessa resolução que pedimos urgência e atenção do judiciário sobre o Habeas Corpus para o Padre Amaro”, afirma Luiz Couto. Luiz Couto refere-se &aacu te; Resolução 53/144 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 9 de Dezembro de 1998.

Diligência

No dia 21 de maio, uma diligência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara do Deputados foi ao Pará para debater a prisão do religioso com o judiciário local. Porém, nenhum desembargador recebeu a comitiva da CDHM, embora a reunião estivesse previamente agendada. Os juízes alegaram que houve atraso dos deputados.

Fizeram parta da diligência os deputados Luiz Couto (PT/PB), Nilto Tatto (PT/SP), João Daniel (PT/SE), Zé Geraldo (PT/PA) e Edmilson Rodrigues (PSOL/PA).

“Temos a certeza que ele é um injustiçado e precisa ser libertado o quanto antes. A Justiça precisa agir diante desta atrocidade”, conclui Luiz Couto.

Tags

Leia tudo sobre o tema e siga

MAIS LIDAS

Após agressão, Ulisses Barbosa é internado e precisa de doação de sangue

Anteriores

gusfavo1

Candidato de 30 anos morre ao passar por exame físico do concurso da PM

pbtur1 (1)

Governo da Paraíba impulsiona o turismo com ações estratégicas de divulgação

ulissesok (1)

Ulisses Barbosa narra agressão cometida por 7 homens e pedrada na cabeça; ouça

joaoazevedoclose

João Azevêdo destaca investimentos na educação no lançamento do programa Pé-de-Meia na PB

concursouni

Governo decide adiar provas do 1º Concurso Nacional Unificado

terezinhacamilo (1)

Ministro da Educação sinaliza que Terezinha será confirmada como reitora da UFPB

Francisco de Assis Rodrigues de Lima, prefeito de Cajazeirinhas

Prefeito de Cajazeirinhas é condenado por manter lixão

Festa Junina

MP recomenda medidas para garantir segurança e meio ambiente no São João de Monteiro

Cícero e Janine Lucena

Cícero explica que mandado contra Janine foi motivado por ligação desconhecida

Polícia civil da paraíba

Homem é preso por participar de rinha de galos e ameaçar deputada