Direitos Humanos quer rigor na apuração de tortura contra famílias sem-terra

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

O deputado Luiz Lula Couto (PT-PB), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, anunciou em plenário que vai na próxima semana ao Pará cobrar rigor na apuração da denúncia de mais um crime – cometido com requintes de crueldade – contra famílias de trabalhadores rurais sem-terra. “Recebemos denúncia de que no município de São João do Araguaia, no estado do Pará, homens fortemente armados torturaram dez famílias, inclusive crianças. Vamos pedir providências sobre essa questão. Não dá para aceitar!”, afirmou.

Couto disse que o episódio revela que o ser humano passou dos limites. Segundo o parlamentar, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) relatou que quatro pistoleiros fortemente armados e encapuzados não pouparam nem as crianças. “Durante quase uma hora, os trabalhadores foram vítimas de uma sessão de torturas. Os adultos foram espancados a golpes de paus, facões e coronhadas. As marcas ficaram espalhadas pelos corpos dos trabalhadores”, detalhou.

O parlamentar contou que os agressores dispararam armas próximo ao ouvido de dois bebês de 3 meses de idade, atiraram em redes com crianças dentro, além de derrubarem e pisotearem crianças no chão. “Uma das mães que estava grávida também foi pisoteada e teve sangramento, correndo o risco de abortar. Após a sessão de torturas, os pistoleiros colocaram fogo nos barracos dos agricultores com tudo que o estava dentro”, explicou.

Os registros repassados pela CPT também apontam que dois trabalhadores que chegaram ao acampamento no momento da sessão de terror retornaram sob tiros disparados pelo grupo armado. “Todos foram obrigados a subirem na carroceria de duas caminhonetes, com a roupa do corpo, sendo abandonados na Vila Santana, localizada às margens da Rodovia Transamazônica, a cerca de 30 km do local do acampamento”, completou o deputado.

“Esta covardia é o apocalipse brasileiro. Não temos mais estruturas para suportar tamanha crueldade. Isso tudo se deu por causa de um despejo ocorrido em janeiro, da Fazenda Esperança. A ordem dos pistoleiros era que as famílias fossem para Tocantins e não ficassem no estado do Pará. Nós que somos legisladores temos o compromisso de proteger por meio das leis essas famílias despejadas. Os atos caracterizam condutas criminosas graves, que merecem rigorosa apuração por parte das autoridades locais e se possível federais”.

Tags

Leia tudo sobre o tema e siga

MAIS LIDAS

Concursadas se acorrentam à prefeitura de Bayeux em protesto pela não convocação

Polícia localiza veículo usado em assaltos, prende foragida da Justiça e realiza flagrante em Campina Grande

Fernando Cunha Lima é condenado a 32 anos por estupro de vulnerável

Anteriores

brasilvisse

Copa do Mundo impulsiona expectativas de faturamento entre empreendedores paraibanos

brazmorrone

Delegado preso por associação ao tráfico pede prisão domiciliar humanitária

@FOTO_EDNALDO_ARAUJO_(83)98726_6840

TJPB aprova anteprojeto do novo PCCR dos servidores do Judiciário

elencopbb

Elenco de Cangaço Novo retorna à Roliúde Nordestina para Festa do Bode Rei

alpbprint

Comissão de Orçamento da ALPB aprova parecer preliminar da LDO 2027

tre-pb

TRE-PB reúne forças de segurança para planejamento integrado das eleições

lucasseds

Lucas Ribeiro apresenta resultados da Segurança e inicia Operação S. João após queda de 55% da violência letal em Campina

leopsb

Leo Bezerra questiona João sobre postura do PSB, que lhe faz oposição

TRESDONORDESTE

Programação do Arraiá Mangabeira segue nesta quinta com show gratuito de “Os 3 do Nordeste”

csm_policia_civil_paraiba_joao_pessoa_23_f2d6c68b06

Polícia Civil prende investigados por estupro de vulnerável praticado no Mercado Central de João Pessoa