Zé Trovão alega perseguição política e pede asilo político no México

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Articulador das manifestações de caráter antidemocrático de 7 de Setembro e dos bloqueios em estradas, o caminhoneiro Marcos Gomes, mais conhecido como Zé Trovão, protocolou um pedido de asilo político ao governo do México, país em que se encontra atualmente.

Os documentos foram protocolados junto à Comissão Mexicana de Ajuda a Refugiados. No documento de solicitação ao governo local, Zé Trovão diz ser vítima de perseguição política. O país é comandado pelo esquerdista Andrés Manuel López Obrador.

Zé Trovão, que é bolsonarista, tem pedido a destituição dos ministros do STF e tem atacado Alexandre de Moraes, que autorizou operação de busca e apreensão nos endereços ligados ao caminhoneiro e, posteriormente, determinou sua prisão preventiva. Em vídeos, diz ser perseguido pelo ministro.

Antes de ter sua prisão ordenada, Zé Trovão descumpriu determinações de Moraes, participou de lives sobre atos antidemocráticos, pregou a destituição dos ministros do STF e divulgou nova conta Pix para financiar as manifestações (as originais haviam sido bloqueadas por Moraes).

Ele é investigado por promover a incitação de atos violentos contra o Congresso Nacional e o STF.

As datas no documento mostram que ele foi protocolado no começo do mês, antes ainda dos atos de 7 de Setembro. O ofício diz que Zé Trovão deixou o Brasil em 27 de agosto e chegou ao México no dia 31.

No México, ele tem convivido com o influenciador bolsonarista Oswaldo Eustáquio, que, segundo o advogado Levi de Andrade, que representa os dois, também solicitou asilo político no país.

Após ter participado da organização dos atos, Zé Trovão se irritou com pedido de Bolsonaro para que os caminhoneiros desbloqueassem as estradas e pediu a gravação de um vídeo pelo presidente ordenando a medida.

Ele também cobrou a defesa pelo presidente de seus apoiadores que estão na mira da Polícia Federal, como Daniel Silveira (PSL-RJ), Sara Giromini e Wellington Macedo.

Folha online

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