Wallber Virgulino ataca trabalho feito por alunos em escola e professor se queixa de censura

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Um trabalho realizado por um professor e alunos do colégio Sesquicentenário, dentro da área de humanas, virou alvo de ataques do deputado Wallber Virgulino (Patriotas) nas redes sociais. Em postagens feitas em seu perfil no instagram, o parlamentar diz que a educação na Paraíba virou caso de polícia e afirma que o colégio Sesquicentenário, onde o trabalho está sendo feito, foi tomado pela “anarquia”.

Nas postagens Wallber diz que a Secretaria de Educação do Estado deve tomar providências urgentes e que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) deveria conversar com “a direção que não sabe mais o que fazer para conter essa situação”.

O professor Renan Palmeira, que coordena o trabalho dentro da disciplina de sociologia, explicou que o trabalho questionado por Wallber faz parte da discussão envolvendo temáticas dos movimentos sociais nas turmas do primeiro e segundo ano do Ensino Médio, previsto na grade curricular da disciplina.

Os alunos tinham liberdade de escolher os temas que quisessem trabalhar e discutir em sala de aula. Os temas abordados, escolhidos pelos alunos, envolveram movimentos feministas, LBGT, movimento negro, ambientalistas, canabidiol, entre outros.

Renan disse que desde ontem foi surpreendido com postagens de Wallber Virgulino, onde segundo ele foram retirados pontos de apenas alguns cartazes, questionando o trabalho com um discurso extremamente repressor, ameaçador de um trabalho pedagógico.

“Meu trabalo não é de apologia a nenhuma ideologia, é um trabalho de problematização das temáticas propostas pelos alunos de uma forma respeitosa”, afirmou.

Ele acusa o deputado, inclusive, de postar em seu Instagram aspectos que não fazem parte do trabalho, “distorcendo toda a realidade do trabalho e reforçando o discurso de perseguição ao professor, ao educador, a disciplina e ao trabalho que está sendo feito”.

Ele disse que vai acionar judicialmente Wallber Virgulino por calúnia e difamação. “Estou me sentindo coagido, porque está havendo difamação. Estou e sentindo censurado por essas postagens feitas de forma extremamente tendenciosas. São fake news, que distorcem a realidade do que foi trabalhado de fato em sala de aula”, disse Renan.

Ele ressaltou que é previsto a liberdade do professor para trabalhar com as temáticas propostas.

Renan disse também que em nenhum momento o parlamentar procurou a escola para tentar esclarecer

Direção do Sesquicentenário

Em nota a direção da escola disse que o conteúdo das temáticas trabalhadas referente a movimentos sociais está previsto na grade curricular da disciplina, presente no livro didático. “Possibilitando um ensino democrático e inclusivo, foi utilizado apresentações de cartazes com temáticas de novos movimentos sociais, permitindo aos alunos a escolha dos seus temas e interagir com o restante da turma”.

Diz ainda que nas apresentações se configurou um clima de debates e de análises coletivas sobre o temas de forma positiva, possibilitando uma educação crítica, pautada na prática da cidadania e no respeito a diversidade humana e aos direitos fundamentais.

O ParlamentoPB tentou ouvir o deputado Wallber Virgulino, mas ele não atendeu as ligações.

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