Wallber não aceita desafio de Gervásio, mas cobra notas fiscais da reforma da AL; ouça

O deputado estadual Wallber Virgulino (Patriotas) não aceitou o desafio feito pelo federal Gervásio Maia (PSB) de renunciar ao mandato caso não conseguisse provar que cada um dos dois lustres da Assembleia Legislativa da Paraíba custou R$ 500 como foi citado em publicação feita por Wallber ontem nas redes sociais. “Eu não tenho como aceitar um desafio desses porque não era deputado na época da reforma e nem participei de nada. Quem tem que dar explicações e apresentar as notas fiscais do lustres e do resto dos gastos é ele. Foram R$ 6 milhões em uma reforma e hoje tem ar-condicionado quebrado, microfones no plenário que não funcionam e o teto de alguns gabinetes que já caiu na cabeça dos deputados. Eu digo isso e tenho como provar. No meu gabinete, o teto vez por outra cai na minha cabeça. Apresentei requerimento à mesa diretora para que se explique isso. Gervásio tem que vir a público se explicar”, disse, descartando o pedido de CPI: “Já tem três CPIs funcionando na Casa”.

Além de fazer queixas sobre as atuais condições da Casa Epitácio Pessoa, o deputado disse que os parlamentares têm direito a trabalhar em um ambiente adequado: “O judiciário constrói verdadeiras pirâmides do Egito. A imprensa não diz nada e nem o povo. O executivo tem uma boa estrutura e o MP também. A gente precisa tratar os poderes de forma igualitária. Eu e muitos não precisam de Assembleia para viver. Sou concursado e não preciso daquele dinheiro para sustentar minha família. Quando assumi, já tinha carro novo, apartamento… estou ali para ajudar o povo e tenho que trabalhar com dignidade. Meu gabinete é um dos melhores, mas tem outros que não apresentam condições de trabalho e parecem pocilgas. O gabinete do Cabo Gilberto, por exemplo, e de Doutor Érico. A Assembleia precisa de estrutura para trabalhar e temos que tratar o legislativo com respeito. Se respeitamos o povo, o povo também deve tratar com respeito os políticos. Tem que parar de achar que só tem ladrão. Se só tem ladrão é porque o povo também não presta. Deputado não vem de Marte. Vem do povo e o povo tem que tratar com respeito e dignidade o legislativo. O judiciário e o Ministério Público têm luxo, mas vejam as condições da Assembleia. Vamos deixar de palhaçada, de criticar por criticar porque isso não vai mudar o mundo e nem vai mudar o Brasil”.

Finalmente, o deputado negou que tenha a intenção de se aproximar do governador João Azevedo. As especulações começaram porque ele participou da palestra proferida pelo governador na Assembleia de Pernambuco no dia de ontem e foi fotografado ao lado do socialista. “Eu tenho que ser delicado. Eu me portei como tenho que me portar. João foi cortês e eu também. O jogo político segue. Ele do lado de lá e eu do lado de cá”.

A entrevista foi concedida ao Jornal da Manhã da Rádio Jovem Pan João Pessoa. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira das 7h às 8h pela 102,5 Mhz.

Gervásio desafia Wallber a provar que lustres da Assembleia custaram R$ 500 mil

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