Vereadores de Pedras de Fogo pedem CPI para apurar “rombo” da gestão de Dedé Romão

Os vereadores do município de Pedras de Fogo, Gilvandro da Silva Pontes, Cláudio Queiroz de Sousa, Jossânia Batista de Sousa, Nelson Costa de Lima, Luciene Pereira da Rocha e Severino Pascoal Barbosa assinaram no último dia 27 de setembro o Requerimento 026 de 2021, nos termos do artigo 67 do Regimento Interno da Lei Orgânica do Município, e encaminharam ao presidente da Câmara Municipal, vereador José Itamar Monteiro da Silva, para que seja submetido a plenário o pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades nas locações de veículos por parte do ex-prefeito Derivaldo (Dedé) Romão entre os anos de 2013 e 2020.

O requerimento foi recebido pelo presidente da Câmara no dia 29 e a expectativa era de que fosse colocado em votação durante a sessão ordinária desta quarta-feira, 6 de outubro, mas, segundo o presidente da Casa “o requerimento está sob análise na Assessoria Jurídica”.

Segundo o relator do processo no Tribunal de Contas do Estado, Conselheiro Renato Sérgio Santiago Melo, o ex-prefeito Derivaldo (Dedé) Romão terá que devolver aos cofres do município de Pedras de Fogo a quantia de R$ 1.518.539,94, face as irregularidades apontadas pela Auditoria do TCE, decorrentes de contratos irregulares para locação de veículos.

O TCE apontou ausências de comprovações de despesas com locações de veículos para transportes de estudantes da Comuna, respondendo solidariamente pela quantia de R$ 1.154.479,94 ou 21.446,78 UFRs/PB a empresa O & L Viagens e Turismo EIRELI, e pela soma de R$ 364.060,00 ou 6.763,14 UFRs/PB a firma O & L Locação EIRELI.

A empresa suspeita de envolvimento nas supostas irregularidades também foi agraciada com serviços junto à Câmara Municipal de Pedras de Fogo durante os anos de 2015 a 2020.

Apesar disso, o presidente da Câmara, José Itamar Monteiro da Silva, foi taxativo em relação aos contratos com a empresa sob suspeita: “Há 20 anos não tenho conhecimento que teve problemas legais com a Câmara”.

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