Vereador que votou em Bolsonaro quer “levante” contra liberação de armas: “É absurdo”

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Numa declaração surpreendente na manhã desta terça-feira, 14, na Câmara de João Pessoa, o vereador João Almeida (SD) que também é policial rodoviário federal, criticou duramente o decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que facilita o porte de arma para um conjunto de profissões, como advogados, caminhoneiros e políticos eleitos – desde o presidente da República até os vereadores. O direito ao porte é a autorização para transportar a arma fora de casa.

Mesmo admitindo que votou e fez campanha pelo atual presidente, João Almeida, com 25 anos de atuação na polícia, disse que o decreto é “um devaneio e um absurdo sem tamanho”. Ele acrescentou que a tendência em países desenvolvidos é justamente o contrário: o desarmamento: “A tendência do homem moderno é se desarmar. O Japão participou de várias guerras e é primeiro mundo. A evolução humana fez o Japão se desarmar. Eu fiz campanha e votei em Bolsonaro e não acreditei que ele tivesse a capacidade insana de jogar armas para todo mundo sob a justificativa de que proporciona Segurança Pública. Segurança se promove com educação de qualidade, com aperfeiçoamento e melhores salários para as polícias. O presidente quer que o Brasil vire um faroeste?”, indagou Almeida.

Em sua argumentação, João Almeida defendeu que a Câmara de João Pessoa inicie um “levante” contra a iniciativa do presidente da República: “Não tem uma cidade no mundo em que haja diminuição de criminalidade com liberação de armas. Tenho 25 anos de polícia e sei que armamento não é solução. Em boa parte do tempo, eu estou mais seguro sem arma. Essa Câmara tem que debater esse assunto e temos que fazer um levante nacional contra as armas porque isso vai gerar muitas mortes de inocentes”.

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