Cláudia Carvalho

Cláudia Carvalho é editora e diretora do ParlamentoPB, jornalista e radialista, mestre em Jornalismo Profissional pela UFPB e está Diretora de Comunicação da Câmara Municipal de João Pessoa


Uma eleição embolada

Catorze candidatos estão na disputa pela prefeitura de João Pessoa. O fenômeno de crescimento no número de postulações foi verificado em todo o país, mas na Cidade das Acácias está criando um panorama incomum. Os debates ficaram longuíssimos levando em consideração que 10 dos partidos têm representação no Congresso Nacional e obrigatoriamente seus representantes têm que ser colocados nos programas. Haja proposta! E são tantas que periga o eleitor confundir quem disse o que. Caso ele tenha excelente memória, poderá verificar que um já até plagiou o outro.

A confusão é tamanha que a TV Cabo Branco divulgou uma pesquisa com os quatro primeiros candidatos empatados tecnicamente já que a margem é de 4 pontos para mais ou para menos: Cícero Lucena com 18%, Nilvan Ferreira com 15%, Ricardo Coutinho com 12% e Wallber Virgolino com 10%.

Em pleitos passados, pensaríamos que o horário eleitoral gratuito ajudaria a definir o cenário. Ledo engano. O tempo do guia encolheu proporcionalmente ao número de candidatos. São 10 minutos para todos dizerem a que vieram. Mas, ainda assim. Será que o eleitor ficará mesmo atento ao guia no rádio e na TV? ou falarão os candidatos apenas para suas bolhas?

Onde está o interesse do eleitor? Nas redes sociais? no noticiário? Na baixaria que surge em cada debate?

Apesar do primeiro lugar de Cícero Lucena, sua liderança não é confortável, tomando como base os números do Ibope. O cenário continua aberto à sua excelência, o eleitor, que parece não ter despertado totalmente para o pleito. Certo mesmo é que teremos segundo turno na capital da Paraíba. Lá, sim, a briga entre apenas dois vai nos parecer familiar e muito mais palatável.

1 comentário

  • Eliezer Gomes
    17:08

    Bem colocado. Creio que seria mais justo que aos majoritários fossem oferecidos a oportunidade de mais alguns debates, inclusive, entre os quais, um promovido pelo próprio TRE, com “cartões amarelos e vermelhos” para quem ao invés de propor e apresentar resoluções, se limitar a mentir e agredir os concorrentes.

    Já com relação ao guia eleitoral, poderia ser oferecido exclusivamente aos proporcionais, que estarão quase que invisíveis durante a campanha, salvo os que detêm munfunfa. E aqueles com menores posses, provavelmente, serão apenas captadores de votações, também, menores, que servirão apenas de complementos para as votações melhor irrigada$.

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