Dom Manoel Delson

Dom Manoel Delson cursou Filosofia e Teologia em Nova Veneza (SP) e no Instituto de Teologia da Universidade Católica de Salvador (BA). É licenciado em Letras e tem Mestrado em Ciência da Comunicação Social, em Roma, na Pontifícia Universidade Salesiana. É Arcebispo da Paraíba.


Um Natal “diferente”?

O Natal é Deus, que no nascimento de Cristo, Seu Filho e nosso irmão, inundou de alegria o mundo inteiro. A Igreja grita aos homens de todos os tempos, e, especialmente aos homens e mulheres do tempo presente que atravessam o drama da Pandemia do novo Coronavírus, que Cristo nasceu para nós! O Filho da Virgem Maria já desceu do céu para estar com os pobres, os enfermos, os profissionais da saúde que estão no trabalho exaustivo para recuperar a saúde dos inúmeros infectados. O Natal do Senhor não muda! Deus olha para as dores da humanidade e continua a Se compadecer.

O Papa Francisco cunhou uma expressão bastante forte e que explica o Mistério do Natal do Senhor: “O presépio narra o amor de Deus!” Que expressão! Na verdade, não é somente uma expressão de efeito, mas uma realidade. Na Manjedoura de Belém, deitou um Menino que é Deus; esse deitar significa perfeita solidariedade com a carne dos homens. O Mistério da Encarnação do Verbo também toca às dores de tantas pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus. A solidariedade de Deus levanta o homem de qualquer situação de vulnerabilidade, “tal é o grito do homem de todo e qualquer tempo que, sozinho, se sente incapaz de superar dificuldades e perigos. Precisa colocar a sua mão numa mão maior e mais forte, uma Mão do Alto que se estenda para ele.”

É claro que estaremos mais reduzidos em nossas igrejas neste momento do Natal por conta da pandemia, mas o sentido natalino continua o mesmo: Deus nasce entre os homens para manifestar a alta solidariedade do Seu Amor Salvador. Esta mensagem não muda! Aproveitemos este tempo de tanta solidariedade humana também para estreitarmos os laços de cuidados mútuos. Protejamos nossos idosos e pessoas com comorbidades para que sejam poupadas. O tempo atual inspira redobrados cuidados e o Natal do Senhor também nos traz uma mensagem de cuidado com o outro e com o social. Afinal, o Menino que é Deus fora cuidado por seus pais na pobreza daquele estábulo que o acolhera. Peçamos ao Bom Deus que não hesitou em fazer-Se próximo a nós que nos ajude a viver com reta piedade este tempo tão belo. Que a Mão do Menino de Belém nos sustente e guie nossas vidas pelos caminhos da paz e da justiça. E que não falte o pão na mesa dos mais pobres e atingidos pelos desempregos decorrentes da pandemia. Um Santo Natal a todos!

 

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