Trauma de Campina Grande registra 16 casos de ataques com agulhas no Parque do Povo

O Hospital de Trauma de Campina Grande já registrou 16 casos de ataques com agulhas no Parque do Povo. os casos foram registrados no último final de semana durante os festejos juninos na cidade.

A diretora geral do Hospital Clementino Fraga, Thais Matos, informou ao ParlamentoPB que a Secretaria de Saúde tomou conhecimento dos casos por meio da notificação que ocorreu no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande.

E, segundo ela, essas notificações são compulsórias, uma vez que existe um protocolo que precisa ser aplicado, que é o de Profilaxia Pós-Exposição (PEP). A PEP é uma medida de prevenção à infecção pelo HIV que consiste no uso de medicação em até 72 horas após qualquer situação em que exista risco de contato com o HIV.

“Depois de uma exposição perfuro-cortante está previsto que seja feita uma profilaxia, no caso para o HIV/Aids. Mas mesmo assim, nós sabemos que há uma possível transmissão que possa acontecer, não só de HIV/Aids, mas principalmente pelas hepatites virais, principalmente a hepatite B e C”, disse Thais Matos.

Segundo ela, o tempo pra Profilaxia Pós-Exposição HIV/Aids de 72 horas, é curto. “É uma janela curta. O ideal é que a pessoa procure o mais rápido possível o serviço de saúde, que no caso a referência é o próprio Trauma de Campina Grande”, ressaltou.

De acordo com Thais, lá são feitos exames antes de começar a profilaxia, antes de começar o uso da medicação. “Tanto é feito o exame do HIV quanto os exames de hepatites. Infelizmente, para as hepatites não temos a profilaxia. No caso da hepatite B a maioria da população brasileira já é vacinada, existindo então a possibilidade da pessoa já estar imunizada, e no caso da hepatite C é realizar o exame pra verificar se a pessoa foi infectada ou não pelo vírus”, informou.

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