Superlotados, hospitais da região de Cajazeiras não têm mais vagas para pacientes com Covid

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Os hospitais que são referência na região de Cajazeiras estão todos superlotados, sem condições de receber pacientes. “A terceira macro colapsou”. A informação foi dada nesta quarta-feira (19) pelo diretor do Hospital Regional de Cajazeiras, Manuel Telamon, durante entrevista à imprensa local.

Segundo ele, apesar da expansão da rede, para receber mais pacientes com Covid, mesmo assim não está dando conta com o volume de pacientes que estão sendo acometidos diariamente, apresentando gravidade.

“Isso é um sinal extremamente grave, porque nós estamos trabalhando no limite. O hospital de Cajazeiras está trabalhando com 100% de sua capacidade. Nós estamos com todos os leitos ocupados, inclusive com volume muito alto de pacientes intubados.

Ele lembrou que o Hospital Regional de Cajazeiras tinha 13 leitos de UTI e aumentou para 23 leitos, que já estão todos ocupados, além dos 17 leitos de enfermaria, que também estão todos ocupados.

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade também está lotada, atendendo mais do que sua capacidade.

‘Não tem vaga. E a UPA está trabalhando 115%. Tem pacientes em cadeira. Outros pacientes foram transferidos na madrugada para João Pessoa, porque Cajazeiras não tem vaga”, disse.

Segundo o diretor, não há vagas também em Pombal, Piancó e Patos tinha apenas três vagas ontem à noite. Por isso os pacientes foram transferidos para João Pessoa.

Além de tudo isso, ressalta, o perfil do paciente se apresenta diferente. “Estamos com vários pacientes com idades entre 30 e 45 anos. Jovens, apresentando quadro graves, então, ainda mais complexo a situação do que nas últimas duas ondas”. Passamos pela primeira onda de forma tranquila, entre aspas. Na segunda onda nós tivemos fila de espera para leitos de UTI e agora, provavelmente, estamos desde o dia primeiro de maio superlotados, chegando, do do dia 11 pra cá, sempre com 100%. É um momento extremamente preocupante. A gente espera que não falte atendimento à população, pede consciência a todos que vivem na nossa região. A situação está realmente difícil”, alertou.

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