Situação cochila e deixa Frente contra Perseguição ser aprovada

Cláudia Carvalho

Foi aprovada, hoje à tarde na Assembleia Legislativa, a proposta de criação da Frente Parlamentar em Defesa dos Servidores Públicos. A sugestão, apresentada pelos deputados Manoel Ludgério (PDT) e Zenóbio Toscano (PSDB), foi acatada por unanimidade, devido a um cochilo dos parlamentares aliados do governador José Maranhão (PMDB). Depois do resultado, o deputado Carlos Batinga (PSB) se queixou de ter sido vítima de uma manobra da mesa diretora, que teria colocado o requerimento em meio a outros itens da pauta de hoje, de modo a confundir os situacionistas.

Além desta matéria, os deputados aprovaram ainda outros 112 requerimentos, sendo nove deles dispondo sobre a realização de sessões especiais.

Durante a sessão, vários deputados da bancada de oposição na Assembleia se pronunciaram contra as denúncias de que servidores estariam sendo exonerados ou impedidos de trabalhar por questões políticas. O deputado Romero Rodrigues (PSDB), fez um apelo ao governo, “no sentido que corrija este equívoco da atual gestão que tem sido o de retirar o pão de pais-de-família paraibanos”. A deputada Socorro Marques (PPS) também pontuou que as exonerações estariam sendo feitas “através de recado e não por portarias, tirando assim a autonomia das administrações municipais”, completou.

Quase no final da sessão, o líder do Governo, Gervásio Filho (PMDB), negou ao Parlamentopb que seu bloco tenha cochilado: "Não houve cochilo nenhum. O Governo está pronto para qualquer questionamento. Nós aprovamos porque acreditamos que quem não deve, não teme. Quem tem o que temer é quem colocou esse pessoal lá", declarou o parlamentar, afirmando que os prestadores de serviço desligados do Governo foram dispensados porque estariam recebendo sem trabalhar ou em desacordo com as exigências funcionais da administração estadual.

Bayeux – O líder de Oposição, Manoel Ludgério (PDT) informou que a primeira reunião da Frente deve acontecer em Bayeux. Segundo ele, a intenção é levar juízes, promotores e representantes do Ministério Público do Trabalho às cidades onde há denúncias de perseguição aos prestadores de serviço. "Vamos oferecer também uma assessoria jurídica para que essas pessoas possam se defender na Justiça e retornar a seus locais de trabalho", dise Ludgério.

Segundo ele, não há limite definido de integrantes para a Frente: "A participação se dá por adesão. Até agora, todos os deputados de oposição assinaram o pedido para participar", concluiu.

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