Servidores protestam contra reforma administrativa e querem apoio da bancada paraibana para derrubar PEC

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Trabalhadores do serviço público estão realizando nesta quarta-feira (18) uma greve nacional da categoria em protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição nº 32/2020, da “reforma administrativa”. Na Paraíba o ato dos servidores está acontecendo em frente ao prédio da Receita Federal, na Avenida Epitácio Pessoa.

Em Campina Grande também está havendo mobilização na Praça da Bandeira.

À tarde, às 16h, haverá uma live com a participação de lideranças sindicais e políticas.

Segundo Fernando Cunha, presidente da ADUFPB, uma das entidades que integram a organização do movimento na Paraíba, a PEC 32 acaba com o serviço público no Brasil e por isso eles querem a derrubada do projeto. Ele disse, inclusive, que os trabalhadores querem o apoio da bancada paraibana contra a PEC.

“Queremos dialogar com os 12 parlamentares paraibanos para não fazerem emenda, para acabar, não aceitar esse projeto”, disse.

A PEC, destacou, cria artigos na Constituição Federal que dá mais poder ao presidente da República no sentido de dizer onde o serviço vai ser oferecido e pra onde ele vai. “Ele simplesmente acaba com o serviço para aqueles que mais necessitam, para aquela população que utiliza o serviço público. Ele acaba com a possibilidade de ter serviços de qualidade. Ele privatiza, ele abre a possibilidade para que os serviços públicos sejam geridos por empresas privadas”, alertou Fernando Cunha.

Segundo o presidente da AUFPB, Como foi a reforma trabalhista, a reforma previdência, a PEC 32 é um projeto de destruição do estado brasileiro.

Fernando disse que a luta contra a PEC 32 está sendo iniciada hoje pelos servidores públicos e que outros atos serão realizados. “Estamos dando nas ruas, no Brasil inteiro, dando um passo importante. Teremos outros atos, outras atividades. Estaremos em agosto, nas ruas e em setembro, junto com o Movimento Nacional Fora Bolsonaro, porque ninguém mais aguenta 15 milhões de desempregados, 25 milhões de pessoas passando fome, quase 100 milhões de pessoas sem ter condições de moradia nesse país e nem a corrupção generalizada desse governo”, declarou.

 

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