Saúde de Campina Grande emite nota para explicar outra morte de bebê no ISEA

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Uma nova morte de recém-nascido foi registrada neste fim de semana no ISEA em Campina Grande. Ravi Emane morreu após o parto na unidade e a família dele registrou boletim de ocorrência alegando falhas no atendimento médico. A mãe do bebê, Francikelly, disse em entrevista à TV Arapuan que, durante o parto, não ouviu seu filho chorando. De acordo com ela, a equipe médica informou que o bebê foi encaminhado para outra unidade de saúde com a justificativa de que havia ingerido líquido amniótico. No entanto, Francikelly alegou que não recebeu comunicação imediata sobre o estado de saúde do bebê, o que lhe causou grande preocupação.

“Eu já estava caindo em cima da minha mãe, e eles vieram com uma maca correndo, dizendo que a cirurgia teria que ser feita rápido porque eu iria para uma cesária. Mas muito antes eu já estava implorando por uma cesária porque eu não iria aguentar ter normal. Daí, eles vieram com uma maca e me levaram para a sala de cirurgia, me anestesiaram e tiraram meu filho de dentro de mim. Eu não o escutei chorando e não sabia para onde eles iam com o meu filho. E me deixaram só na sala da cirurgia, e depois de muito tempo me tiraram de lá para a Ala das Rosas. Daí falaram para minha mãe que meu filho teria engolido o líquido amniótico, só que o meu filho já estava sem vida”, disse Francikelly.

Em resposta a essa que é a segunda morte de recém-nascido registrada no ISEA em menos de um mês, a Secretaria de Saúde de Campina Grande emitiu uma nota nesta segunda-feira na qual explica que a Comissão Interna de Investigação do Óbito do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA) já iniciou, de ofício e como de costume, a investigação do caso. A Secretaria acrescentou que o recém-nascido foi a óbito em uma unidade hospitalar privada contratualizada, após o parto no ISEA.

“A Secretaria Municipal de Saúde informa que todo o prontuário de atendimento foi rigorosamente avaliado. A equipe de obstetrícia identificou fatores de risco associados à gestação e hábitos incompatíveis com a gravidez. Também foi registrada a ausência de exames e consultas de pré-natal.

A gestante foi admitida na maternidade às 02h01 do dia 26 de março com relato de contrações. A paciente foi monitorada constantemente durante toda a madrugada e pela manhã, apresentando contrações normais e ausculta fetal regular. Às 10h, o registro da evolução aponta indicadores normais, e às 10h30 o monitoramento identificou bradicardia na ausculta fetal. A cirurgia cesárea foi realizada e o recém-nascido passou por reanimação cardiopulmonar. O bebê ficou internado na UTI Neonatal e às 14h30 foi transferido em estado regular para o Hospital da Clipsi. Na unidade hospitalar, a criança foi a óbito. A mãe recebeu alta médica do ISEA no dia 28 de março.

O ISEA realiza mais de 6 mil partos por ano, sendo referência para gestação de alto risco para mais de 170 municípios, admitindo casos de alto risco. A instituição tem mais de 70 anos e possui Centro Obstétrico, Centro de Parto Normal, UTI Materna e Neonatal, Ala Canguru, UTI Semi-intensiva, Ucinco, Casa da Mãe, do Bebê e da Puérpera, ambulatórios, casa de vacina, Banco de Leite Humano, entre outros setores e serviços”.

Davi Elô – O primeiro caso denunciado de negligência no ISEA aconteceu com Maria Danielle Moraism que morreu na terça-feira (25), vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, após seu marido, Jorge Elô, denunciar que ela sofreu negligência no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), em Campina Grande, resultando na morte do bebê, Davi Elô, durante o parto e na retirada do útero.

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