Romero quer a Paraíba beneficiada com a Trans-Ferrovia

O deputado Romero Rodrigues apresentou requerimento na Câmara Federal cobrando ao Governo Federal que as várias regiões do Estado da Paraíba sejam incluídas na Trans-Ferrovia, como forma de promover desenvolvimento e corrigir as desigualdades estaduais no nordeste brasileiro. Ele disse que a iniciativa é uma forma de promover desenvolvimento e corrigir as desigualdades estaduais no Nordeste. A Trans-Ferrovia foi selecionada entre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, com custo estimado em 5,4 bilhões de reais. A ferrovia desempenhará papel fundamental de cunho social para a região Nordeste, propiciando condições de fixação do homem ao campo, gerando mais empregos e impostos conseqüentemente maiores probabilidade de crescimento.

 
A Trans-Ferrovia é um dos quatro projetos estruturantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o Ceará. A ferrovia, que tem o objetivo principal de fazer a integração entre as regiões Centro- Oeste e Nordeste (interior e litoral), passará pelo Ceará e será interligada ao Porto do PECÉM. A nova linha férrea deve interligar regiões produtoras de grãos do Centro-Oeste, e do Maranhão e do Piauí com o litoral do Nordeste. A iniciativa pode criar condições para uma agroindústria competitiva na região. É uma ferrovia que se imagina privada, que terá recursos do governo federal também. É viável e se paga pelo transporte.
 
Segundo dados levantados por Romero, o BNDES pretende investir de R$ 5 a R$ 8 bilhões num programa vinculado à capacidade ociosa da indústria para gerar emprego e renda. Desse montante, cerca de R$ 1 bilhão seria voltado para o Nordeste. Em 2010, o banco aplicou até agora R$ 21 bilhões do orçamento de R$ 47 bilhões. As ferrovias brasileiras estão em plena expansão e a expectativa é de que o crescimento continue. O setor tem uma parcela importante na economia brasileira. Colocar os futuros projetos em prática exige altos investimentos, mesmo que sejam realizados em longo prazo. As obras em andamento já significam que grandes passos estão sendo trilhados no caminho certo.
 
No caso das concessões de ferrovias e rodovias, temos observado uma atuação da ANTT voltada aos interesses privados, e não aos interesses nacionais, com fiscalização inefetiva e concessão de privilégios. Além disso, no caso das ferrovias, observamos a necessidade da regulação do Estado no sentido de padronizar as bitolas, visando à formação de um sistema ferroviário nacional.
 
Deve-se ressaltar que o arrendamento da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) foi realizado sob o argumento de que o Estado não teria recursos para investir, e que estes recursos se encontravam no setor privado. No entanto, observamos como resultado não só o descumprimento de compromissos de investimento por parte das empresas privadas, levando a sucateamento das ferrovias e mesmo devoluções à RFFSA, como também estas empresas recorreram a organismos estatais de fomento, como o BNDES, para atender suas necessidades de recursos.
 
O agronegócio vem crescendo em várias regiões do Brasil, e no Nordeste não é diferente, os cultivadores enfrentam grande problema quanto à falta de infra-estruturar em logística. Ao sul do Piauí o seu principal gargalo é o do setor de transportes, onde existe uma grande escala de produção e não há como escoar a mesma, em haver tamanha dificuldade de transporte, o acréscimo dos custos para o consumidor é inevitável em virtude de ter que contratar frete com valores bastante elevados.
 
A grande expectativa está na construção da Trans-Ferrovia, vista como o caminho ideal para melhorar o escoamento de grãos e do algodão do cerrado piauiense e maranhense e das frutas produzidas em Pernambuco, como também o gesso de Araripina que é uma das regiões que mais produzem no Brasil e estará pronta para competir com outros pólos mundiais, assim que a Trans-Ferrovia entrar em operação.
 
A edificação da Trans-Ferrovia vai aumentar a velocidade do escoamento da produção da região do Ceará, Pernambuco, Piauí e oeste da Bahia, conduzindo essa demanda até os Portos de PECÉM e SUAPE. Numa segunda etapa da obra haverá a interligação ao Rio são Francisco, na Bahia, e com a ferrovia Norte-Sul. A importância dessa Ferrovia, não é apenas para o Nordeste, mas também para o Brasil como um todo, tem como sua área de influência direta a totalidade do Estado de Pernambuco; o oeste e o sertão do Estado da Bahia; a província salineira de Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte; o centro-sul do Estado do Ceará; o pólo industrial de São Luís e o Projeto Carajás, no Estado do Maranhão, e a região central do Estado do Piauí, ensejará, a curto e médio prazo, a integração da Zona da Mata nordestina com o Sertão cearense.
 
Ela tem por objetivos o encurtamento dos deslocamentos ferroviários e a integração multimodal de transporte, que possibilitarão, de modo racional, a ligação de todos os Estados do Nordeste entre si e da Região com o resto do País, permitindo, com isso, acentuadas reduções nas distâncias no transporte sobre trilhos entre vários pólos regionais, é de fundamental importância para o escoamento da produção do Norte-Nordeste para o Centro-Sul do País, bem como da que é gerada no oeste do Estado da Bahia e no norte de Minas Gerais e tem como destino o mercado interno do próprio Nordeste ou a exportação. Nesse último caso, os nossos compradores estrangeiros poderão ser alcançados via portos de SUAPE-CE ou PECEM-PE, através dos quais o Brasil ficará mais próximo da Europa do que os Estados Unidos em termos de rotas de navegação internacional. Tal situação privilegiará o País em relação ao comércio exterior, principalmente no que tange ao mercado da soja.
 
Ademais, a construção da Trans-Ferrovia concebe uma saída estratégica de fundamental importância para o desenvolvimento do Nordeste, tendo seu inicio durante a obra em curso, visto que esta gerando milhares de empregos ao homem do campo. Um País com dimensões continentais como o nosso é de vital importância ser bem servido de ferrovias em especial o Nordeste que vem apresentando grandes perspectivas com o agronegócio.
 

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