Ricardo defende Veneziano e diz que oposição impulsiona notícias negativas

 

O governador Ricardo Coutinho saiu em defesa do deputado federal Veneziano Vital (PSB), denunciado ontem pela Procuradoria Geral da República (PGR) por desvio de recursos públicos.  “Não conheço o problema, mas me parece que é muito mais matéria para se destruir do que para construir”, disse nesta quinta-feira o governador.

Segundo Ricardo, a denúncia foi parar em todos os sites de notícias e blogs porque foi impulsionada. “Especificamente não tenho conhecimento, não acompanhei, vi apenas um dado, R$ 75 mil de uma obra. Aí essa denúncia vai parar em todos os jornais do país,impulsionada, vai parar nas redes sociais. Não estou aqui justificando valor, repito, porque não conheço o que é, mas o que estou dizendo é que o Brasil está se movimentando em função de denúncias e o próprio Judiciário, me parece, começa a ter uma constatação de que aquela lógica da delação é meio que esquisita, porque um monte de corrupto, um monte de transgressor fica livre e tentam pegar um ou dois. A pessoa pode fazer o mal, cometer um crime e esperar o seu momento para fazer uma delação que vai estar livre. É preciso repensar isso”, disse.

De acordo com o governador, o Brasil virou uma fábrica de denúncias que tem beneficiado muitos corruptos, delatores. “O Brasil está cheio de denúncias e é preciso separar o joio do trigo. “Você que governa, muitas vezes, não pode ser responsável por alguém que compra mil lápis ou mil canetas lá não sei aonde, lá na ponta. Tem os níveis de responsabilidade que precisam ser observados”, afirmou.

A candidatura de Veneziano, afirmou, é uma candidatura vitoriosa. “Nós vamos vencer as eleições. Veneziano tem boas posições no cenário, tem compromisso”, disse Ricardo.

Segundo a denúncia da PGR, em 2006, o então prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital, teria se apropriado de R$ 75 mil destinados à compra de equipamentos e material de consumo para a instalação de um banco de alimentos no município. O caso incluiu a dispensa indevida de licitação, a apresentação de notas fiscais falsas e o saque do valor do convênio na boca do caixa do Banco do Brasil. Depois de assinar o cheque destinado ao pagamento da suposta empresa contratada, o grupo teria recebido de volta o montante repassado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

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