Resolução do PT prega defesa de Lula contra a direita

O diretório nacional do PT aprovou nesta quinta-feira uma resolução dizendo que a defesa da personalidade política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é fundamental para o projeto de poder do partido.

"Desvalorizar as profundas mudanças ocorridas no país nestes últimos anos e desconstruir a liderança política de Lula são essenciais para o plano da direita brasileira de voltar ao poder e interditar nosso projeto estratégico", afirma um dos 26 itens aprovados.

O partido, que comemora 31 anos hoje, afirma que espera um governo de continuidade com Dilma Rousseff. Para o PT, seu projeto está inconcluso e Dilma está preparada para conduzir essa segunda fase.

"O governo Lula construiu, no imaginário nacional e na vida real do povo brasileiro, um símbolo político de inegável valor: que é possível gerar um modelo de inclusão social como instrumento de desenvolvimento e soberania com nova inserção mundial."

O diretório também defendeu a manutenção da política econômica de Lula.

"No centro dessas reivindicações está a meta de eliminar pobreza absoluta, objetivo maior para lograr uma efetiva democracia econômica e social."

Apesar disso, o PT diz que é preciso baixar os juros e fazer uma reforma tributária.

De acordo com a resolução, o PT deve ser a principal base de apoio do governo e que é preciso critérios programáticos para a participação dos outros partidos. A legenda também defende a reforma política.

"A unidade da base de sustentação do governo supõe que todos os partidos tenham acesso às responsabilidades da administração. Mas esta participação se fará sempre em base a grandes orientações programáticas e a critérios de capacidade política e técnica e da probidade dos indicados."

A resolução fala ainda de uma nova aproximação com os movimentos sociais.

"A defesa do nosso projeto estratégico de mudar o Brasil e da autonomia dos movimentos sociais são os pilares deste relacionamento", diz o documento, que ainda trata de questões internacionais como as manifestações do Oriente Médio.

Folha Online

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