Recurso contesta lance do Grupo Gaspar e adia reforma do Hotel Tambaú

A desembargadora Conceição Mousnier, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, concedeu uma liminar ao advogado Rui Galdino atendendo a um recurso impetrado por ele contra o lance ofertado pelo Grupo Gaspar para arrematar o Hotel Tambaú, de João Pessoa, por R$ 40,6 milhões no último dia 4 de janeiro. Galdino alegou que o lance teria sido feito quatro minutos depois do horário permitido. Conceição determinou a “suspensão dos efeitos da decisão interlocutória alvejada, tão somente para obstar a expedição da respectiva carta de arrematação” e mandou informar com urgência a decisão ao Juízo de Direito da 4ª Vara Empresarial da Comarca de Rio de Janeiro.

O ParlamentoPB entrou em contato com o empresário Ruy Gaspar, representante do Grupo A. Gaspar, do Rio Grande do Norte, que arrematou o Hotel Tambaú. Ele disse que a decisão judicial é temporária e se deu por cautela da magistrada para averiguar a regularidade do processo do leilão. “Temos certeza que em breve será reconhecida a regularidade do lance. Eu participei do leilão de maneira presencial, ao lado de um promotor e também do administrador da Massa Falida da FRB PAR Investimentos. O recurso foi uma manobra para atrapalhar o processo todo e atrasar o nosso trabalho para transformar o Hotel Tambaú para que ele volte a ser um dos melhores do Brasil. Já paguei a caução e mais duas parcelas do valor do bem. Esse recurso não tem o mínimo cabimento”.

Ruy acrescentou que o investimento para reformar o Hotel Tambaú está estimado em R$ 60 milhões.

Comentando a decisão em uma emissora de rádio da capital paraibana, onde foi questionado sobre sua capacidade financeira para comprar o hotel, Rui Galdino, o autor do recurso, afirmou ter dois sócios com capital suficiente para o empreendimento e sentenciou: “Neste caso, dinheiro não é problema”.

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