Promotor denuncia Luíz Paes Neto por morte de Aryane

Depois de receber o inquérito policial, nessa segunda-feira, 28, o promotor de Justiça Alexandre Varandas ofereceu denúncia contra o estudante Luíz Paes de Araújo Neto, suspeito de ter assassinado Aryane Thays Carneiro de Azevedo, no dia 15 de abril deste ano, em João Pessoa. Conforme o juiz titular do 1º Tribunal do Júri da Capital, Marcos William de Oliveira, depois do recebimento, o estudante será citado para apresentar defesa escrita no prazo de dez dias e arrolar testemunhas.

O juiz Marcos William, por sua vez, tem um prazo de 90 dias para concluir a instrução do processo. Depois disso, o magistrado terá condições técnicas e jurídicas para pronunciar, ou não, Luís Paes Neto. Caso ele seja pronunciado, será julgado pelo Tribunal do Júri.

De acordo com a denúncia, além da existência de contradições e inverdades no depoimento do réu, foram encontrados, no interior do seu carro, fragmentos de pêlos arrancados da vítima e vegetação semelhante à do local em que o corpo  foi encontrado, o que ficou configurado como “indícios suficientes de autoria e materialidade”.

Dentre as incoerências nas informações prestadas, o promotor relatou que o acusado atribuiu à vítima interesse no aborto, o que foi negado pelas testemunhas inquiridas. Conforme exame laboratorial realizado no dia 13 de abril, Aryane estava grávida e, no dia, 14, recebera oito telefonemas do acusado a fim de encontrá-la para comprarem medicamento abortivo.

Outra contradição se refere aos horários informados pelo acusado naquela ocasião. Ele alega que, na noite do crime, ficou dirigindo pelo bairro de Jaguaribe até às 22h15, antes de chegar em casa, quando teria assistido a todo o jogo de futebol (que tem início às 21h50).

Ainda segundo a denúncia, quando a família da vítima tomou conhecimento do desaparecimento e morte da jovem, procurou Luís Paes Neto, em seu local de trabalho. Após receber a notícia, a família dela alegou que o mesmo teria se comportado de maneira “extremamente fria, totalmente indiferente ao acontecimento”.

Quanto à lesão existente em seu corpo, o réu afirmou que teria ocorrido há mais de 24 horas em relação ao dia do crime, fato não demonstrado pelo exame traumatológico ao qual se submeteu, que atestou o contrário (menos de 24 horas).

Aryane Thays Carneiro de Azevedo, 21 anos, foi encontrada morta na BR-230, próxima à via Oeste, no sentido Bayeux-João Pessoa. Segundo investigação policial, ela teria morrido asfixiada por estrangulamento. Luíz Paes Neto foi indiciado por homicídio qualificado e passou dois meses em prisão preventiva. De acordo com o inquérito policial, ele foi visto conversando com Aryane e saiu com ela de carro horas antes da jovem ser assassinada.

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