Prefeitura de Campina Grande amplia investimentos em oncologia

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A Prefeitura Municipal de Campina Grande vem ampliando os investimentos na área da oncologia na cidade. Os recursos pagos nos procedimentos aumentaram significativamente e de forma gradativa no comparativo com anos anteriores. Somente com relação às cirurgias oncológicas, os investimentos subiram 500% nos últimos dez anos.

A Secretaria Municipal de Saúde repassou em 2017 mais de R$ 3,5 milhões para a realização de cirurgias na Fundação Assistencial da Paraíba – FAP e em 2018 esse valor deve ser superado. Em 2009, o gasto era de apenas R$ 700 mil e se manteve nessa média até 2012. Em 2013, os gastos com as operações já foram quase triplicados em relação à média desse período anterior, e foram crescendo aos poucos até chegar a esse montante de R$ 3,5 milhões.

A alta nos investimentos também foi estendida para os procedimentos de radioterapia e quimioterapia. Entre 2009 eram 33 mil sessões de radioterapia e em 2017 esse número subiu para 83.999. Os investimentos nessa área duplicaram, saíram de R$ 1,3 para R$ 2,6 milhões. Com relação à quimioterapia, em 2012 eram realizadas 10.775 sessões e em 2017 foram 16.879.

Com isso, a Secretaria Municipal de Saúde conseguiu ampliar o número de pessoas assistidas e garantir o direito ao tratamento imediato dos pacientes diagnosticados com câncer, conforme determina a lei 12.732/2012. Em 2016, Campina Grande recebeu um acelerador linear, usado na execução da radioterapia, o que transformou a cidade em referência interestadual no tratamento dos pacientes. O município atende atualmente pacientes oncológicos de mais de 150 cidades. “Essas pessoas já vivem uma realidade difícil com o diagnóstico do câncer, e essa ampliação do tratamento ajuda a diminuir esses efeitos”, analisou a Secretária de Saúde, Luzia Pinto.

A Secretária ressaltou ainda que a Prefeitura Municipal de Campina Grande mantém com recursos próprios a maior parte dos atendimentos. “O Ministério da Saúde repassa anualmente R$ 1,4 milhão para radioterapia e R$ 2,6 milhões para as cirurgias. Como podemos ver, os nossos gastos são bem maiores com esses procedimentos. Para se ter uma ideia, desde junho que atingimos o teto e temos mantido os procedimentos com recursos próprios para não deixar as pessoas sem atendimento”, frisou a secretária.

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