Prefeito de Sousa é condenado a prisão por agressão a ex-namorada

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O prefeito de Sousa, Fábio Tyrone, foi condenado a um ano, quatro meses e sete dias de prisão pela agressão cometida contra a ex-namorada, a advogada Myriam Gadelha. A sentença ainda prevê que ele deve pagar R$ 15 mil a título de danos morais. A pena privativa de liberdade será cumprida inicialmente em regime aberto, em local a ser designado pelo Juízo das Execuções Penais. A sentença é do juiz Hermance Gomes, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital.

No fim do mês passado, o ParlamentoPB havia noticiado que outros quatro juízes haviam deixado de julgar o caso, sendo que três tinham se averbado suspeitos.

A agressão que resultou na pena aplicada ao prefeito foi denunciada por Myriam Gadelha em 2018. Na noite de 6 de dezembro daquele ano, o casal foi a uma festa no Paço dos Leões, no Altiplano, ingeriu bebida alcoólica e ele teria reclamado que ela havia “conversado demais”. Na volta para a casa dela, no Brisamar, de madrugada, e no trajeto, Fábio Tayrone desferiu tapas na namorada. A discussão continuou em casa e o prefeito voltou a dar tapas no rosto da advogada, também a jogou no chão e passou a chutá-la. A mulher contou que se agarrou na camisa dele, rasgando-a, para se levantar, e, quando conseguiu, foi atingida olho esquerdo por um murro desferido por Fábio Tayrone.

Em sua defesa, o prefeito de Sousa alegou que agiu em legítima defesa e que a advogada é que teria lhe dado um tapa na volta para casa, chegando a quebrar seus óculos. Quando o casal chegou na casa dela, a advogada é que teria lhe dado um novo tapa, ao que ele teria revidado. “Não sabe dizer se, da forma como foi aviltado, conseguiria ter outro comportamento senão aquele que ocorreu no dia dos fatos”, diz o relato do prefeito nos autos.

“O motivo do crime é extremamente desfavorável, visto que o conjunto probatório demonstra que o réu praticou as agressões em um contexto no qual buscava exercer poder sobre a vítima, tentando controlar os passos, sono, corpo e jeito da ofendida, além de suas relações pessoais e profissionais, o que justamente levou o casal a discutir na noite dos acontecimentos”, diz o juiz na sentença.

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