Emilson Garcia

Graduação em Jornalismo (UEPB) com extensão em Jornalismo (PUC-Peru) Especialista em Gestão Pública/IFPB. Mestre em Ciência da Informação-UFPB. Coordenador do curso de Comunicação Social da Uninassau João Pessoa e Professor universitário.


Precisamos falar sobre o fenômeno Padre Fabrício

São 4h da manhã e as luzes da Casa Paroquial de Taperoá já estão acesas. Para o fiéis da cidade , o ritmo intenso (madrugada adentro) na rotina do pároco da comunidade é “dom de Deus”. Quem o acompanha no dia a dia, tem convicção que a crença acima é verdadeira.

Em meio às obras do brilhante teólogo Papa Emérito Bento 16 e demais documentos eclesiais, Padre Fabrício organiza, no silêncio de sua biblioteca, as reflexões homiléticas e reuniões, em meio aos desafios missionários impostos na atual conjuntura de pós-modernidade. A preparação diária diz muito sobre o jovem prodígio que ganhou ressonância desde cedo nos movimentos carismáticos da Diocese de Patos no início dos anos 2000. À época, já arregimentava centenas de pessoas em suas celebrações e palestras.

Hoje, quase 20 anos depois, não há dúvidas, Padre Fabrício é o maior fenômeno de evangelização do interior da Paraíba. As Missas com orações de cura e libertação presididas por ele chegaram a reunir tanto no Sertão quanto no Cariri, mais de 70 mil pessoas. Seu programa de rádio é líder de audiência e suas lives semanais chegam a alcançar mais de 50 mil usuários nas redes sociais virtuais. Explicar um fenômeno religioso requer muita prudência e fundamento teórico. No caso do Padre Fabrício, é preciso depreender três questões essenciais que ajudam a explicar o êxito de seu trabalho enquanto Pastor.

A primeira, é a personificação da mensagem do Papa Francisco: “ir às periferias geográficas e existenciais”. Com seu discurso voltado à compreensão das dores humanas, bem como à construção de uma esperança cristã capaz de ressignificá-las, Padre Fabrício consegue falar aos corações angustiados na sociedade contemporânea, permeada por tensões de todos as formas.

O segundo aspecto é a proximidade, pautada pelo carisma e evidente simplicidade. Para além dos grandes eventos de massa que catalisam a atenção de grande audiência, Padre Fabrício cultiva o hábito interiorano de visitas às casas, escuta dos moradores e conversa espontânea. É comum, encontrar dezenas de pessoas após as missas, aguardando por um abraço e conselhos, todas atendidas com carinho e atenção.

O último elemento diz respeito à sensibilidade social, ancorada na assistência aos desamparados e de porta-voz de plena credibilidade. Em meio à polarização ideológica que o país vivencia, Padre Fabrício consegue exercer uma espécie de liderança democrática, que dialoga com as mais diversas autoridades e segmentos, sempre em prol da promoção do bem comum. Sem alarde ou pirotecnia, mantém uma rede de solidariedade que atende centenas de famílias, de cestas básicas a equipamentos médicos.

É por essas razões que é possível depreender que essa exitosa atividade de evangelização, já consolidada, deverá ganhar ainda mais repercussão no mundo pós-pandemia. O inspirador Santo Agostinho já lembrava, “o vazio do homem é do tamanho de Deus”. É nessa perspectiva que a ação pastoral de Padre Fabricio se fundamenta: transformação interior, testemunho profético e a vivência da caridade.

Que seus frutos ecoem por toda a nossa Região Nordeste!

1 comentário

  • Daniel
    06:41

    Realmente professor Emilson, padre Fabrício colabora para que o Reino de Deus se instale no meio de nós.

Comentários

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