Polícia Civil suspende greve por 30 dias e volta ao trabalho

Enquanto os delegados de polícia civil da Paraíba decidiram manter a greve da categoria, os policiais civis votaram hoje, no final da manhã, pela suspensão da mobilização. A reunião aconteceu na sede da entidade, no Centro da capital paraibana. O presidente da Associação dos Policiais Civis de Carreira (Aspol), Flávio Moreira, disse que os policiais esperam a implantação da lei orgânica da categoria.

"Não queremos os cidadãos sofrendo e passando horas numa delegacia para prestar uma queixa. Damos o último voto de confiança ao Governador. O que nós queremos é que o Governo nos atenda e que não tenhamos que voltar à greve. Se isso não acontecer, passaremos o tempo que for necessário em greve", declarou Flávio.

Os policiais civis reivindicam a reestruturação das carreiras policiais, como liberações das promoções que estão paradas e deram um prazo de até 30 dias para que as negociações com o governo avancem. Caso isso não ocorra, os policias ameaçam retomar a greve.“Nós vamos voltar com força total”, comento o presidente da Aspol.

Depois da assembleia, a Aspol emitiu uma nota oficial:

NOTA OFICIAL
Em cumprimento a decisão da assembléia geral realizada em data de 17/11/2009, no auditório da OAB João Pessoa, os policiais civis paraibanos integrantes das carreiras de Agente de Investigação, Escrivão de Polícia, Motorista Policial e Agente de Telecomunicações, resolveram conceder ao Governo do Estado o prazo máximo de 30 (trinta) dias, para solução das demandas apresentadas, nas seguintes condições:
a) Imediata liberação das progressões funcionais, com a nomeação da comissão de avaliação, prevista na Lei Orgânica da Polícia Civil;
b) Formação de comissão mista de reestruturação da LOPC, composta por representantes das categorias e por membros do Executivo Estadual, para confecção e envio de projeto de lei à Assembléia Legislativa antes do prazo de 30 dias, conforme acordado em reunião;
c) Manutenção do estado de greve, onde caso não haja o cumprimento das condições acordadas, o movimento poderá ser retomado a qualquer momento, com a imediata paralisação das atividades;
Tal decisão leva em conta, além da palavra empenhada do Governador José Maranhão, os prejuízos causados à sociedade paraibana por uma paralisação irracional e demonstram mais uma vez a boa vontade e a intenção dos policiais civis em buscar uma solução consensuada.
Os policiais civis paraibanos não querem ver o povo penalizado por intransigência de quem quer que seja e mais uma vez demonstram a boa-fé que rege o movimento. No entanto, devemos ressaltar que caso não seja solucionado o impasse dentro do lapso temporal acordado, a culpa e a responsabilidade será ÚNICA e EXCLUSIVA do Governo do Estado, ao passo em que o pedido foi feito pelo próprio governador José Maranhão.
Durante o tempo de suspensão, a categoria manter-se-á mobilizada com a realização de atos públicos em todas as regionais, conforme calendário divulgado e que estará vigilante quanto a qualquer tipo de postergação. Por fim, informamos à toda a Paraíba que as Unidades Policiais voltarão a funcionar as 08h desta quarta-feira (18) e reiteramos o nosso compromisso com a segurança do povo paraibano.
FLAVIO EMILIANO MOREIRA DAMIAO SOARES – Presidente da Aspol

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